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Reconstituição do assassinato de PM em Monlevade dura três horas

Trabalho de repressão feito pelas polícias traz resultados - Foto: Cíntia Araújo/DeFato Online

Conforme informado pela DeFato, em primeira mão, as investigações que envolvem o assassinato do 3º sargento Célio Ferreira Souza, da 17ª Cia. de Polícia Militar Independente, ocorrido no último fim de semana, estão próximas de serem concluídas pela Polícia Civil. Na noite desta quinta-feira (3), ocorreu a reconstituição do crime, com a presença dos dois suspeitos. A reconstituição durou cerca de três horas, com início às 20h e término por volta das 23h.

Cerca de 50 policiais, entre civis e militares, além de agentes do presídio de João Monlevade participaram da reconstituição. Os envolvidos fizeram um verdadeiro comboio, com a presença de pelo menos 15 viaturas (veja vídeo abaixo), que subiram o bairro São João. Inicialmente, nenhum civil podia entrar ou sair da comunidade. Momentos depois foi permitido o acesso pelos policiais.

Relembre o crime

Célio Ferreira foi assassinado justamente no combate ao tráfico de drogas. O crime foi na noite de sábado para domingo. Ele, que estava de plantão no comando do Tático Móvel, atendeu a uma ocorrência de um pai, que acionou a PM, informando que dois homens iriam até sua casa para matar o filho, que é menor de idade e usuário de drogas. O sargento Célio foi ao local, acompanhado de dois policiais. Os jovens foram surpreendidos pelos militares, e acuados, fugiram correndo. Célio alcançou um deles, apontado como C.R.R.M., que completou 18 anos no dia 18 de julho. Este, de posse um revólver calibre 38, deu pelo menos três disparos, sendo um fatal, que acertou a cabeça do policial.

Os dois suspeitos de matarem o policial militar foram presos horas após o crime e dividem a mesma cela o presídio de João Monlevade. A reportagem obteve informações da situação dos dois suspeitos. Segundo relatos, eles estão na mesma cela, junto a outros presos. Nenhum dos dois demonstra arrependimento pelo assassinato do 3º sargento Célio Ferreira Souza. Além disso, outro homem, preso no mesmo dia e apontado como chefe do tráfico no bairro São João, está preso em outra cela, separada dos suspeitos.

 

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