Remédio amargo. É assim que o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Itabira, Maurício Martins, define o decreto municipal que determina o fechamento por tempo indeterminado de estabelecimentos da cidade com capacidade de aglomeração de público. A medida foi adotada pelo prefeito Ronaldo Magalhães (PTB) para evitar a proliferação do novo coronavírus e entra em vigor neste sábado (21).
Apesar dos impactos, Maurício vê a medida como necessária. Ele defende que é melhor tomar medidas extremas agora a ter que remediar depois, em caso de a situação ficar mais grave na cidade.
“Já era algo previsto de que iria parar. Lógico que está todo mundo muito preocupado, o telefone da CDL não para de tocar. Mas é uma medida extremamente necessária, as pessoas precisam ficar em casa. É um remédio amargo, que nos atinge diretamente, mas que precisa ser aplicado”, comentou o presidente da entidade lojista a DeFato.
Maurício explica que o decreto municipal não atinge o chamado “comércio de porta de rua”. Ou seja, lojas que não estão em galerias, conjuntos comerciais ou shoppings, podem funcionar normalmente, desde que adotem medidas de controle e prevenção para funcionários e clientes.
“Todo mundo vai ter que se reinventar. Infelizmente, essa é a condição que nos foi imposta. A CDL de Itabira tem se apoiado em dicas da Confederação Nacional para ajudar aos associados, como a questão de investir no delivery. Mas sabemos que não é fácil para todo mundo, alguns setores têm mais dificuldades. Vamos ter que nos apoiar”, afirma Maurício Martins.
Mesmo com a possibilidade de algumas lojas permanecerem abertas, o presidente da CDL prevê muitas dificuldades, sobretudo porque as ruas estarão cada vez mais vazias. “Serão dias muito difíceis”, avalia.

