A rinoceronte-branco Luna, o animal mais antigo da Fundação de Parques Municipais Zoobotânica de Belo Horizonte, que morreu na última sexta-feira (13), agora faz parte do acervo do Museu de Ciências Naturais da PUC Minas. Luna morreu com 53 anos e era o animal mais velho do Zoo de BH.
O animal, da espécie africana ameaçada de extinção Cerathoterium simum simum, considerado um dos mais longevos de sua espécie sob cuidados humanos, vai integrar a coleção científica, onde será estudado pela equipe técnica do Museu, além de fazer parte de futuras exposições.
O Prof. Dr. Henrique Paprocki, diretor do Museu de Ciências Naturais da PUC Minas, afirma que a rinoceronte servirá de fonte de estudos de morfologia e anatomia comparada com outros espécimes da coleção, além de fazer parte, futuramente, da exposição Era dos Mamíferos. “Já temos um plano para demonstrar como é formado o ‘chifre’, aquela protuberância da parte anterior do crânio, que na realidade é formado de pelos. Então são usos muito nobres, destinados à educação e à pesquisa científica”, explica.
A PUC Minas comunicou que “cinco funcionários do Museu, auxiliados por técnicos do Zoológico, fizeram a preparação para o transporte do animal, com cerca de três toneladas, para a câmara fria do Centro Técnico Operacional (CTO), no Campus Coração Eucarístico, onde ele passará por cuidadoso processo de tratamento e limpeza, que pode levar de 6 meses a um ano”.

