Site icon DeFato Online

Rodrigo Diguerê dá “puxão de orelha” em prestações de contas dos secretários municipais

prestações de contas

O vereador Rodrigo Diguerê. Foto: Victor Eduardo/DeFato Online

Responsável pela alteração à  Lei Orgânica do Município, que determina a obrigatoriedade das secretarias municipais de Itabira apresentarem, a cada quatro meses, uma prestação de contas aos vereadores, Rodrigo Diguerê (PTB) deu um “puxão de orelha” nos secretários da Prefeitura. Após a apresentação realizada hoje (27) por Karina Lobo, diretora-presidente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), o petebista criticou a falta de números nas prestações.

“Quando criamos essa lei, replicamos a mesma prestação de contas que é feita pela Fazenda. E eu tenho observado que temos focado muito nos projetos, que são extremamente importantes, e às vezes está faltando um pouquinho de número. Quantos servidores efetivos e comissionados tem nesta secretaria? Qual a receita que a secretaria obteve nesse quadrimestre? Qual a despesa? Quais os principais fornecedores?”, questionou.

Segundo Diguerê, os números ajudariam a Câmara na análise e votação de projetos de cunho financeiro. Ele ainda solicitou a Geraldo Torrinha, secretário de Governo presente na reunião de hoje, que encaminhe o recado aos outros secretários. “Quando chega algum projeto de ordem financeira, é importante sabermos: ‘aqui a despesa cresceu, ou a receita cresceu, tem um superávit’. Só estou fazendo um toque para que, nas próximas, a gente consiga fazer um acompanhamento mais próximo das finanças”, acrescentou.

O vereador relembrou a demissão em massa de trabalhadores da Empresa de Desenvolvimento de Itabira (Itaurb), em 2019. Para ele, a falta de conhecimento sobre os dados financeiros da empresa foi determinante na decisão.

“O que me motivou a apresentar essa lei, na legislatura passada, foi o problema que houve com a demissão dos funcionários da Itaurb. Quando chegou aquele problema, que não era da Câmara, mas do Executivo, nós falamos ‘olha, não temos informação nenhuma, se tem recurso ou não tem, se deveria manter ou se não deveria, se era interessante a troca por vigilância eletrônica’, porque não conhecíamos os números. Então, a partir daquele desafio, eu entendi que precisávamos fazer algo que conseguisse acompanhar o orçamento mais de perto”, completou.

Rodrigo Diguerê contou com o apoio de Karina Lobo, que falou em estabelecer um padrão para todas as apresentações. Já Bernardo Rosa (Avante), vice-líder de Governo na Câmara, sugeriu uma regulamentação à lei orgânica. “Acho que tem que dar uma regulamentada também, porque a lei fala em gestão. O que é obrigatório o secretário apresentar? E aí ele pode ir além”.

A diretora-presidente do Saae, Karina Lobo. Foto: Victor Eduardo/DeFato Online
Exit mobile version