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Roneijober Andrade: um homem encantado pela natureza

Roneijober

Foto: Victor Eduardo/DeFato Online

“Eu digo que renasci em Ipoema. Lá, eu descobri a minha verdadeira missão de vida, que é o trabalho pelo turismo, porque o turismo evolve tudo o que mais amo: pessoas, cultura e natureza”, assim autodefiniu-se o itabirano de Ipoema Roneijober Andrade, um dos mais prestigiados fotógrafos de Minas Gerais.

A soma de talento, paciência e intensa sensibilidade produziu as mais finas obras da arte de fotografar. O trabalho de Roneijober é muito eclético e sua fonte de inspiração nasce do constante envolvimento com a natureza, interação com a camada mais simples da população e expressiva religiosidade.

“Eu sou encantado pela natureza. E, apesar de ser espírita, tenho a maior admiração por São Francisco de Assis, que é o santo da natureza. A natureza é a maneira de eu ver Deus”, confessa o “ipoemense”. A fotografia ícone de sua carreira foi elaborada no Morro Redondo e teve reconhecimento nacional. Virou uma propaganda do governo de Minas Gerais. É o flagrante de um rapaz – em cima de uma pedra – com os braços abertos. “Essa peça foi publicada até em revistas bilíngues. Foi uma imagem bastante espontânea”, recorda Andrade.

Na sua constante convivência com o meio ambiente o fotógrafo já “capturou” inúmeros animais, insetos diversos, majestosas cachoeiras, rios cristalinos, lagos serenos, a imensidão dos céus, 286 espécimes de aves e até animais peçonhentos, como a cobra cascavel.

“Se eu notar uma cascavel passando, eu me ajoelho ao lado dela e fotografo. O bicho pressente quando a gente não quer fazer mal a ele”. As imagens desse artista itabirano impressionam pela perfeição. As flores das fotografias parecem exalar suaves perfumes. Nessa “Sala de Visitas” da DeFato, Roneijober Andrade apresenta um completo retrato de sua trajetória, mostra o flash que provou a sua migração do urbano para o rural e revela toda a intensidade da sua incomensurável paixão pela natureza. Confira a entrevista na íntegra:

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