O lançamento do álbum 30 anos de insanidade – Ao vivo, do Hanói-Hanói foi marcado também pela contribuição de profissionais mineiros nos bastidores, entre eles a santa-mariense Amanda Drumond, produtora executiva responsável por articular todas as frentes do trabalho, e a itabirana Bárbara Drumond Mendonça, assistente de produção.
Gravado em 2017, em Nova Lima, o show que deu origem ao álbum reuniu não apenas os integrantes do Hanói-Hanói, mas também convidados de peso como Samuel Rosa, Renegado e Affonsinho Heliodoro. A coordenação geral esteve a cargo de Kika Seixas, referência na cena musical e viúva de Raul Seixas, com apoio da filha Vivian Seixas.
Amanda explica que a etapa mais difícil foi alinhar agendas e garantir a estrutura necessária para uma gravação ao vivo, sem margens para erros. “Tudo que está registrado é real, o áudio, as imagens, a energia da plateia. Isso exigiu sincronia entre técnicos de som, vídeo e músicos, além de uma equipe de bastidores que trabalhou de forma integrada”, contou.
A direção ficou com Renato Falcão, diretor de fotografia brasileiro radicado em Nova York, conhecido por filmes como Rio e A Era do Gelo. A presença de Falcão deu ao projeto um caráter cinematográfico, agregando experiência internacional ao lançamento.
O envolvimento de Amanda e Bárbara Drumond reforça a ligação do projeto com Minas Gerais. Amanda lembra que o público mineiro sempre teve forte identificação com o Hanoi-Hanoi e que essa energia foi captada nas gravações. “Quando se assiste ao show, é possível ouvir o coro mineiro dando vida às músicas. Esse vínculo regional foi fundamental para o resultado final”, destacou. Já Bárbara, como assistente de produção, participou da execução apoiando Amanda, Kika e Vivian, cuidando de detalhes logísticos que garantiram o andamento das filmagens e da gravação.
O álbum, lançado pelo selo Jasmin Music, de Ricardo Bacelar, reúne 21 faixas e traz participações que dialogam com diferentes momentos do rock e da música brasileira. Entre elas, a reinterpretação de Saideira, clássico do Skank, ao lado de Samuel Rosa, e uma versão de Totalmente demais, com o rapper mineiro Renegado.
Amanda destaca que a produção também foi um espaço de troca intergeracional e criativa. “Tivemos artistas de diferentes trajetórias, do pop rock dos anos 1980 ao rap contemporâneo, dividindo o mesmo palco. Isso mostra a atualidade da obra do Hanói-Hanói e a força da música como elo entre estilos e épocas.”
A experiência, segundo Amanda, deixou marcas não apenas profissionais, mas pessoais. “Foi um presente poder coordenar tantas equipes conectadas em um mesmo propósito. Cada detalhe, da marcação das músicas ao astral da noite, exigiu atenção e colaboração. Foi um aprendizado coletivo sobre como a arte e a música podem se transformar em história”, afirmou.
Além de produtora, Amanda também é escritora e já trabalha em novos projetos, incluindo o lançamento de um livro de poesias e iniciativas ligadas à cultura sustentável. A produtora ainda está envolvida na gestão da informação dos 80 anos de Raul Seixas, em parceria com Kika Seixas.

