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Sargento da reserva da PM é preso após tentar esfaquear juiz do trabalho em Belo Horizonte

Homem é indiciado por três feminicídios em padaria de Ribeirão das Neves e arma apreendida em flagrante

Foto: Divulgação/PCSP

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) confirmou, nesta quarta-feira (5), a prisão em flagrante por tentativa de homicídio de um sargento da reserva da Polícia Militar (PMMG), detido após tentar esfaquear um juiz do trabalho na noite de terça-feira (4), em Belo Horizonte.

De acordo com a corporação, o suspeito, de 51 anos, foi conduzido e ouvido por meio da 2ª Central Estadual do Plantão Digital, onde teve o flagrante ratificado. Após os procedimentos de praxe, o militar reformado foi encaminhado ao sistema prisional, permanecendo à disposição da Justiça.

“As investigações prosseguem visando elucidar os fatos”, informou a Polícia Civil em nota oficial.

Ataque em via movimentada

A ocorrência foi registrada na Avenida Cristiano Machado, no bairro Ipiranga, uma das principais vias da Região Nordeste da capital mineira.
Segundo as informações oficiais, o policial aposentado teria atacado o magistrado enquanto este trafegava em uma motocicleta.

Equipes da Polícia Militar, que atuavam em uma base móvel próxima ao local, foram acionadas e conseguiram conter o agressor rapidamente, evitando ferimentos. Com o suspeito, foi apreendida uma faca tipo karambit, de lâmina curvada e afiada, usada em combate pessoal.

Situação funcional e linha de investigação

A PMMG confirmou que o autor é sargento reformado, afastado das funções por motivos de saúde.
De acordo com relato feito à corporação pela esposa do suspeito, ele sofreria de distúrbios psiquiátricos graves, consequência de um acidente de trabalho que resultou em sua aposentadoria por invalidez.

A Polícia Civil apura se o ataque teria ocorrido durante um possível surto psicológico. Por enquanto, os investigadores não identificaram qualquer relação pessoal ou funcional entre o agressor e o magistrado atacado.

O inquérito seguirá reunindo provas médicas, depoimentos e laudos periciais para esclarecer a motivação definitiva do crime. O caso também deverá ser comunicado ao Ministério Público e à Justiça Militar, conforme o andamento das apurações.

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