Cuidar da saúde mental é um assunto de extrema importância e que ganhou ainda mais relevância com o atual cenário de pandemia do coronavírus. Situações de crise muitas das vezes desencadeiam a sensação de ansiedade e pânico. O medo de contrair o vírus têm aberto as portas para o adoecimento psicológico da população. Veja a entrevista com a psicóloga de Itabira, Laysa Lopes, sobre o tema.
Como a conjuntura atual favorece o adoecimento psicológico?
Esse atual cenário apocalíptico, afeta a saúde mental do sujeito de várias formas. Estamos vivendo um momento de crise e de pânico generalizado, a nível global, que fortalece os sintomas de estresse e ansiedade. Neste momento estão todos lidando com suas perdas individuais que tem a ver com o cancelamento de eventos, a paralisação do trabalho e a perda do contato físico com pessoas que ama como exemplos. Também temos que lidar com as perdas coletivas que mais assustam, que é se deparar com a vulnerabilidade do nosso corpo e da nossa mente diante de uma pandemia que nos coloca frente a morte. Lidar com a morte e com a doença sempre foi difícil para o ser humano, agora estamos doentes coletivamente.
Como uma pessoa que sofre de ansiedade e de pânico pode enfrentar esse momento?
Todos estão sofrendo suas doses de ansiedade e pânico diante dessa situação. A vida não está sendo como pensamos e isso dói muito e de várias formas. Não tem uma regra de como lidar com isso, cada um tem seu jeito de sentir essa crise. É importante que não perca sua rede de apoio, continue em contato com as pessoas que ama, pode usar do celular e da internet para isso.
Busque atividades que te façam se sentir bem e menos ansioso, como cuidar do seu corpo através de atividades físicas que você possa fazer em casa, você pode cozinhar, colocar o sono em dia, ler livros ou assistir as séries ou filmes, crie uma rotina incluindo no seu dia atividades de autocuidado e que podem ser prazerosas. Você vai precisar ser criativo e paciente!
Podemos aprender com tudo isso, é momento de pensar no coletivo, de aumentar nossa solidariedade. A crise nos faz refletir e repensar nossos cuidados com o outro e com a vida. Está nos obrigando a priorizar mais o interesse coletivo e menos o individual e entender que fazemos parte de um todo. Ninguém vai se salvar dessa sozinho.
Quais as indicações para as pessoas com esses transtornos?
Para as pessoas diagnosticadas com transtornos psicológicos nesse momento é muito importante que não pare o tratamento, continue com a medicação indicada e as consultas com seu Psiquiatra e seu Psicólogo, mesmo que não seja presencial, podemos usar das ferramentas digitais para você não parar seu acompanhamento.
Peça ajuda se precisar!

