A profunda crise econômica causada pelo novo coronavírus vai muito além da perda de receitas dos clubes grandes e pequenos do futebol brasileiro. Os prejuízos atingem as administrações da maioria dos estádios do país, muitos deles totalmente remodelados para a Copa do Mundo de 2014. Sem receber jogos ou eventos, o cenário é de apreensão, já que eles são responsáveis pela manutenção de empregos diretos ou indiretos. Em Minas, gestores do Mineirão e do Independência tentam se ambientar a uma nova realidade em busca de sobrevivência durante a pandemia, ainda que haja quedas assustadoras na arrecadação.
O Gigante da Pampulha conta atualmente com um repasse de cerca de R$ 8 milhões do governo do estado, que está sendo mantido mesmo com a pandemia. De acordo com estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas e Administrativas (Ipead), da UFMG, o estádio injetou R$ 660 milhões até o ano passado na economia da cidade, sendo R$ 487 milhões em jogos e R$ 173 milhões em eventos culturais. No ano passado, a Minas Arena, que administra o empreendimento, recebeu 251 eventos.
Imagens – Palco de grandes jogos e shows memoráveis, o Mineirão está fechado ao público há mais de dois meses

