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“Será meu sobrinho, amado como filho”, diz moradora de Itabira ‘barriga solidária’ do filho do próprio irmão

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Aline, durante a gestação do sobrinho Guilherme, filho do irmão Marcelo e da cunhada Rafaela - Foto: Álbum de família

Uma história de amor fraterno tem gerado comoção em Itabira. A motorista Aline Lopes Monte-Mor, de 35 anos, que mora na cidade há 10 anos, está gerando o seu próprio sobrinho. Diante das dificuldades de sua cunhada em prosseguir com uma gestação saudável, Aline resolveu se colocar à disposição para carregar em seu ventre o filho do irmão. O gesto de amor e doação dentro da família ganhou repercussão nas redes sociais e comoveu internautas. 

Aos seis meses de gravidez, Aline contou a DeFato Online sobre a ideia que mais parece ser um enredo de novela e que a leva a ser o elo de ligação entre o irmão Marcelo, a cunhada Rafaela e o sobrinho Guilherme, que vai nascer no mês de outubro.

“Tudo começou quando vimos que não seria possível a Rafaela, minha cunhada, gerar o seu próprio filho. Foi uma iniciativa minha mesmo. Depois de sua segunda gestação perdida, ela e o Marcelo, meu irmão, voltaram a me procurar para saber se a proposta de ser a ‘barriga solidária deles’ ainda estava de pé. Eu imediatamente disse que sim!”, explica Aline.

O procedimento foi feito em uma clínica na cidade de São Paulo, no início de fevereiro. Segundo Aline, a gestação do Guilherme está saudável, mas no momento os pais Rafaela e Marcelo acompanham à distância, devido ao atual cenário de pandemia do coronavírus. O casal mora atualmente em Canoas, no Rio Grande do Sul. 

Aline conta ainda que não está decidido se o pequeno Guilherme será itabirano ou fabricianense, uma vez que as famílias da mãe e do pai residem em Coronel Fabriciano. “Meu irmão e minha cunhada vêm para acompanhar o nascimento do Guilherme, mas ainda não decidimos onde será. De qualquer modo a Rafaela ficará por aqui até o final do ano, por conta da licença maternidade”, explica.

Sobre a sensação, a moradora de Itabira confessa que é a intensidade de um único sentimento: amor. “São sentimentos que vêm juntos e misturados, mas está tudo muito claro de que o Guilherme será apenas um sobrinho, mas amado por mim como filho”, finaliza Aline.

Gratidão

A mãe de Guilherme, Rafaela, de 37 anos, é farmacêutica. Ela se mostrou grata e emocionada com a atitude da cunhada. “Um dia me disseram a palavra impossível, e algum tempo depois aprendi um pouco mais sobre a palavra amor. Amor que faz o impossível se tornar possível. Obrigada por fazer parte desse sonho. Obrigada por deixar o Guilherme crescer dentro do seu “forninho”. Só nós sabemos de todas os obstáculos e dificuldades”.

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