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Serra do Cipó: cansaço e feridas marcam os 9 dias de combate ao fogo

Incêndio na Serra do Cipó: cansaço e feridas marcam os nove dias de combate ao fogo

Cobra coral morta pelo fogo no Parque Nacional da Serra do Cipó (foto: Fábio Feriado/Divulgação)

Cansaço extremo. Mãos, pés e bocas chamuscadas são algumas das marcas adquiridas pelo contato e, também, pelas inúmeras horas frente à batalha contra o fogo, no Parque Nacional da Serra do Cipó. No nono dia, deste que é o maior incêndio registrado na parte central do estado, 178 membros das equipes de brigadistas tentam debelar, neste momento, com uma frente única, uma linha dura de 10 quilômetros de fogo na região conhecida como Alto Palácios. Outras frentes, em contrapartida, começam a ceder às chamas, como a Serra Caetana. Na frente comunitária, por outro lado, associações pedem para que turistas não lotem a serra, como no último domingo. Um congestionamento na rodovia atrapalhou e atrasou o trabalho de logística da operação.

Com ajuda de aeronaves e a reunião de forças, combatentes começam a ver luz no fim do túnel. Em nota, o ICMBio Cipó Pedreira divulgou que, após nove dias, o maior incêndio desta região central de Minas começa a recrudescer. “O cenário geral do incêndio no dia de hoje é mais favorável que nos dias anteriores. Às ações de combate desse domingo deixaram um cenário mais favorável às operações de combate de hoje pela manhã”, reportaram.

A moradora Ana Paula Teixeira, que está envolvida com uma campanha para arrecadação de insumos, se disse indignada com a indiferença dos turistas. “Nossa serra se acabando em chamas e as pessoas fazendo fila na porta das cachoeiras, lotando os bares, a maioria sem máscaras, como se nada estivesse acontecendo. Parece que não tem incêndio e que acabou a pandemia”, comenta. Leia a matéria completa no Portal Estado de Minas. 

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