Enfermeiros e técnicos de enfermagem da rede municipal de saúde em João Monlevade, estiveram na Polícia Militar nesta sexta (20), para registro de Boletim de Ocorrência contra a Prefeitura. Conforme destacado pela presidente do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores no Serviço Público de João Monlevade, Alvinópolis, Dom Silvério e Nova Era (Sintramon), Isaura Bicalho, o sindicato foi acionado pelos servidores.
O motivo, segundo a presidente do Sintramon, é que enfermeiros responsáveis técnicos das unidades de saúde do município estavam reunidos para elaborar estratégias para as campanhas de vacinação contra sarampo e gripe, quando uma servidora da Prefeitura teria informado que outros serviços, como pesagem do Bolsa Família, deveriam ser mantidos. “Os enfermeiros não concordaram, já que seguem o determinado pelo Ministério da Saúde, que é a priorização de contenção do coronavírus e atendimento de casos de emergência. Então, devido ao impasse e à necessidade de resguardar a eles e à população, foi feito o Boletim de Ocorrência”, disse Isaura.
Ainda segundo a presidente do Sintramon, é notório a escassez de alguns produtos essenciais na prevenção da proliferação do coronavírus, como máscaras, álcool gel 70% e luvas, em especial devido à pandemia. “Sabemos que o estoque é limitado e a compra do material neste momento é mais difícil devido à demanda. Por isso os servidores estavam organizando estratégia, justamente priorizando o necessário agora”, esclareceu Isaura.
Prefeitura se manifesta
A Prefeitura de João Monlevade, por meio de sua assessoria de Comunicação, destacou ter ciência do registro do BO por um grupo de profissionais da saúde. Segundo o Executivo, é adotado na cidade o prescrito pelo Ministério da Saúde. No que diz respeito aos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), a Prefeitura afirma ter estoque e que busca a compra de mais suprimentos, devido à mudança na demanda.

