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SES-MG orienta vigilância após suspensão da vacina do Butantan contra dengue

SES-MG orienta vigilância após suspensão da vacina do Butantan contra dengue

Foto: Reprodução/Phillipe Guimarães/MS

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou que acompanha as recomendações do Ministério da Saúde após a suspensão temporária da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan. A medida tem caráter preventivo e foi adotada enquanto são investigados casos de reações adversas graves registrados após a aplicação do imunizante no país.

Em nota, a SES-MG orientou os serviços de saúde a reforçarem a vigilância de pessoas que receberam a vacina. A atenção deve ser maior para casos com sinais de agravamento, que precisam ser avaliados e encaminhados conforme a necessidade clínica.

A recomendação é que pessoas vacinadas com o imunizante do Butantan observem o estado de saúde por 21 dias após a aplicação. Entre os sintomas que exigem atenção estão febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, sonolência, sinais de desidratação ou piora do estado geral. Nesses casos, a orientação é procurar atendimento médico. A medida não significa, até o momento, que exista relação comprovada entre a vacina e os episódios em investigação, mas indica um alerta para acompanhamento pelos serviços de saúde.

A vacina do Butantan vinha sendo aplicada em profissionais da Atenção Primária à Saúde em diferentes regiões do país. Em Minas, também houve aplicação em projetos específicos, como em Nova Lima. A estratégia foi interrompida após decisão anunciada pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (8).

Segundo a pasta federal, cerca de 500 mil doses foram aplicadas desde o início da estratégia. Nesse período, foram identificados 42 episódios de reações mais severas com associação temporal à vacinação, o equivalente a cerca de oito casos para cada 100 mil doses aplicadas. Entre os registros, três foram classificados como graves, sendo que dois evoluíram para óbito.

O Ministério da Saúde informou que ainda não há dados suficientes para estabelecer relação causal entre a vacina, os casos graves e as mortes. A suspensão foi adotada para permitir a conclusão das investigações e a análise dos registros pelo sistema de vigilância.

A SES-MG também reforçou que a suspensão não envolve a Qdenga, vacina contra a dengue produzida pela Takeda. Esse imunizante, usado desde 2024 e destinado principalmente a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, segue sem interrupção no esquema de duas doses.

O posicionamento ocorre em um cenário ainda sensível para as arboviroses em Minas Gerais. Boletim epidemiológico da SES-MG, atualizado em 8 de junho, aponta 63.726 casos prováveis de dengue em 2026, com 32.590 casos confirmados no estado. O documento também registra 37 óbitos em investigação e 22 confirmados.

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