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STF retoma julgamento de Collor por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha

Fernando Collor

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ex-presidente Fernando Collor de Mello está sendo julgado nesta quarta-feira (17) no Supremo Tribunal Federal em Brasília. Collor é acusado de receber propina em um desdobramento da Operação Lava Jato, que investiga suposta corrupção passiva, lavagem de dinheiro e integração de organização criminosa.

A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), afirma que Collor recebeu R$29,9 milhões em propina por negócios na BR Distribuidora, braço da Petrobras na venda de combustíveis. Os fatos ocorreram entre 2010 e 2014 em negócios com a distribuidora, que à época, tinha dois diretores indicados pelo então senador alagoano.

A PGR quer uma pena de 22 anos de prisão, além do pagamento de multa e indenização de R$ 29,9 milhões por danos morais, totalizando R$59,9 milhões, podendo, esse valor, passar por atualização monetária.

Em sessão que iniciou o julgamento, Lindôra Araújo, vice-procuradora-geral da República reiterou os argumentos apresentados em 2019 por Raquel Dodge, então procuradora-geral, ao pedir punição para o ex-senador.

Na semana passada, o ministro Edson Fachin, relator do caso, deu início à leitura do voto e avaliou que há crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro. Fachin conclui seu voto nesta quarta-feira, com os demais ministros votando em seguida.

 

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