Policiais da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) tentam localizar Bruno Rodrigues, principal suspeito de matar o ator Jeff Machado. A delegada do caso, Elen Souto, prossegue ouvindo testemunhas e, na sexta-feira (2), ouviu o depoimento de Rodrigo Alvim, ex-namorado de Bruno.
Rodrigo Alvim afirma que Bruno parou de enviar mensagens de WhatsApp para o grupo da família (de Jeff) no dia 25 de maio e saiu do grupo no dia 31 desse mesmo mês, um dia antes de ter a prisão decretada.
Em seu depoimento à polícia, Rodrigo contou nunca ter desconfiado que Bruno pudesse estar envolvido na morte do ator, ficando surpreso ao ver a repercussão em reportagem sobre o caso.
Rodrigo conviveu com Bruno durante 15 anos, e não estranhou ao ver o carro do ator na garagem de sua casa. Bruno justificou alegando que o carro era de um amigo e que este pediu para que o vendesse, enquanto isso, ambos poderiam utilizá-lo.
Aos policiais, Rodrigo admitiu ter ido com Bruno a uma concessionária na tentativa de vender o carro, mas que este não recebeu um preço justo, e que o levaria a outro lugar.
Por fim, Bruno devolveu o carro à família de Jeff, quando, então, Rodrigo começou a desconfiar que o carro era do ator, após reportagens reiteradas sobre Bruno e o desaparecimento de Jeff.
A partir daí, não se sabe o paradeiro de Bruno, sendo considerado o principal suspeito do assassinato. Bruno é considera foragido da justiça desde o dia primeiro de junho, quando teve a prisão decretada.
Jeander Vinícius, outro envolvido e suspeito, foi preso no dia 2 de junho e declarou à polícia que Jeff foi morto pro Bruno com um fio de telefone, enquanto estava dopado.
Em depoimentos anteriores, Jeander e Bruno admitiam participação na morte do ator, mas somente na ocultação do cadáver, e atribuíma a uma terceira pessoa, denominada de Marcelo, como o autor de fato do extermínio. A polícia, no entanto, jamais acreditou nessa hipótese. Após ser preso, Jeander mudou o depoimento, acusando Bruno do assassinato.
A polícia emitiu um mandado internacional de prisão de Bruno, supondo que ele possa ter fugido do país. Bruno tem também a cidadania portuguesa.

