O Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Sindtaque) têm intensificado a mobilização para provável retomada de greve. Desde fevereiro desse ano a categoria conhecida como tanqueiros pede pela redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do diesel, dos atuais 15% para 12%, alíquota que era praticada no estado.
O presidente do Sindtanque, Irani Gomes, afirmou em nota oficial da entidade que, em fevereiro, a categoria deu um voto de confiança ao governo estadual e suspendeu a greve, que em poucas horas afetou o abastecimento no estado.
“Mantemos a negociação com o governo e esperamos por uma resposta positiva às nossas reivindicações até o final de julho. Mas, Romeu Zema (governador de Minas Gerais), que já foi dono de distribuidora de combustíveis, virou as costas para o setor”, disse Irani Gomes.
Em Minas, há dez anos, a alíquota do ICMS do diesel subiu de 12% para 15%, um dos mais altos do país. Ao longo desses anos, o Sindtanque vem reivindicando a volta do percentual de 12%.
Estado de greve
O comunicado emitido pelo sindicato afirma ainda que as promessas feitas nunca foram cumpridas. “No governo Zema, a indiferença diante das demandas dos tanqueiros tem sido ainda maior. Após várias reuniões, o governo estadual não acenou com nenhum benefício e nenhuma melhoria para a categoria. O compromisso de retornar a alíquota do ICMS do diesel para 12%, ficou só na promessa”, critica o dirigente do Sindtanque.
De acordo com Irani Gomes, os tanqueiros não vão abrir mão da redução do ICMS do diesel. “A categoria está em ‘estado de greve’ e organizando um grande movimento, que pode ser deflagrado a qualquer momento, por tempo indeterminado”, declarou.
Entenda
Os tanqueiros anunciaram, em 24 de fevereiro, uma paralisação em protesto pela redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado sobre o óleo diesel. A manifestação que estava concentrada próxima a uma das entradas da fábrica da Fiat, em Betim, saiu em carreata até a Cidade Administrativa na esperança de pressionar o governo a atender as reivindicações da categoria.
A manifestação foi acompanhada por um forte esquema de segurança mobilizado pela Polícia Militar e pela Polícia Rodoviária Federal. Em assembleia realizada pela categoria durante a tarde, eles decidiram manter a paralisação. Com isso, os reflexos no abastecimento dos postos de combustíveis da região metropolitana de Belo Horizonte e algumas cidades do interior, como Itabira e João Monlevade, não demoraram a ser sentidos.
No dia seguinte, os tanqueiro anunciaram o fim da greve e um acordo com o governo estadual. Porém, a corrida desesperada dos motoristas mineiros para garantir o tanque cheio, só serviu para aumentar o preço dos combustíveis.

