Mesmo com isenções para parte dos produtos, o novo pacote de tarifas adotado pelos Estados Unidos contra o Brasil pode provocar perdas de até R$ 25,8 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) nacional nos próximos anos. A estimativa é da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), que divulgou estudo detalhado na terça-feira (5).
O estudo completo está disponível aqui.
A medida, assinada pelo presidente Donald Trump, eleva para 50% as tarifas sobre uma ampla lista de itens brasileiros exportados aos EUA, com efeito a partir de 6 de agosto. Embora 45% das exportações tenham sido poupadas da taxação, o impacto será significativo: cerca de 55% dos produtos vendidos pelo Brasil aos norte-americanos permanecem sujeitos às novas alíquotas.
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Entre os setores mais atingidos estão siderurgia, madeira, calçados e máquinas. Na agropecuária, a cadeia da carne bovina figura entre as mais prejudicadas, já que o produto ficou fora da lista de isenções. Minas Gerais também deve sentir os reflexos: a Fiemg prevê perdas de até R$ 4,7 bilhões no PIB estadual em um primeiro momento.
Além da retração econômica, a medida pode eliminar cerca de 147 mil empregos no país e reduzir em mais de R$ 2,7 bilhões a renda das famílias. Produtos como café, aço semimanufaturado, carne bovina e equipamentos industriais concentram os maiores prejuízos.
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