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Tendência é produção de minério de ferro reduzir em Minas e aumentar no Pará, diz sindicalista

Representantes da Vale compareceram em uma plenária com integrantes do movimento Reage Itabira na manhã desta  terça-feira, 2 de junho, em Itabira. O encontro foi aconteceu na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e contou com Dênis Pedroso (Relações Trabalhistas) e Letícia de Oliveira (Comunicação com as Comunidades), além de integrantes de entidades.

O objetivo do encontro foi fazer um diagnóstico atual da vocação de Itabira, a necessidade de diversificação da economia local e transmitir à mineradora o atual cenário da cidade, diante das recentes demissões. De acordo com o presidente do Sindicato Metabase, Paulo Soares, a discussão é antiga, feita entre a Vale e a população itabirana já há cerca de 30 anos.

Segundo o sindicalista, a realidade atual é bem diferente daquela época, uma vez que a própria empresa já adiantou que a tendência é de que a produção de minério de ferro em Minas Gerais sofra uma redução, enquanto no Estado do Pará acontecerá o inverso. “Só para você ter uma ideia, vai ser uma briga de Estado. O Estado de Minas Gerais, com o Estado do Pará. O que nós temos que fazer? Fazer essa discussão com seriedade agora”, sugeriu o sindicalista.

Paulo deu uma perspectiva preocupante de que, em três anos, esse cenário já faça parte da realidade. A assessora de Comunicação com as Comunidades, Letícia de Oliveira, afirmou apenas que a mineradora busca dialogar com a população. O sindicalista disse que a Vale captou os anseios da cidade e que os representantes transmitirão as informações às esferas superiores.

Para Paulo Soares, a reunião desta terça-feira é o primeiro passo para o diálogo com a mineradora. No encontro, membros de entidades fizeram um retrospecto da Vale em Itabira e deram diversas sugestões para a diversificação econômica do município.

Demissões

Em relação às demissões, Paulo afirmou que dos últimos 15 dias até hoje, não houve nenhuma recisão e que a Vale informou que a rotatividade de pessoal continuará normal, dentro do patamar de 2,5% ao ano, a partir deste mês.

 

 

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