O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), vice líder da Oposição na Câmara, publicou em suas redes ter atingido o quórum que permite a abertura da CPMI que investiga possíveis crimes financeiros do Banco Master.
Segundo o parlamentar, ele conseguiu até agora 229 assinaturas, sendo 196 de deputados e 33 de senadores.
O pedido será agora analisado pela presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que vai escolher o relator da comissão.
A instalação de uma Comissão Mista Parlamentar de Inquérito no Congresso passa necessariamente por cumprimentos de requisitos previstos na Constituição Federal, como a adesão de ao menos171 deputados e 27 senadores para se criar uma comissão.
Deputados mineiros que assinaram a petição:
Ana Paula Leão (PP-MG),
Delegado Marcelo Freitas (União Brasil -MG),
Diego Andrade (PSD-MG),
Domingos Sávio (PL-MG),
Dr. Frederico (PRD-MG),
Emidinho Madeira (PL-MG),
Eros Biondini (PL-MG),
Greyce Elias (Avante- MG),
Hercílio Coelho Diniz (MDB-MG),
Junio Amaral (PL-MG),
Marcelo Alvaro Antônio (PL-MG),
Maurício do Vôlei (PL-MG),
Nikolas Ferreira (PL-MG),
Pinheirinho (PP-MG),
Rafael Simôes (União Brasil-MG),
Rosângela Reis (PL-MG),
Stefano Aguiar (PSD-MG),
Weliton Prado (Solidariedade-MG),
Zé Vitor (PL-MG).
Senadores mineiros que assinaram a petição:
Carlos Viana (Podemos-MG),
Cleitinho (Republicanos-MG).
O requerimento de Jordy menciona a possível ligação entre o Banco Master e o PCC (Primeiro Comando da Capital), e cobra que a instituição seja investigada, sugerindo que o Master pode ter sido a porta de entrada e mecanismo para a lavagem de dinheiro, conferindo legitimidade ao patrimônio ilícito da organização criminosa.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes e sua mulher Viviane Barci de Moraes são o principal alvo.
Segundo a jornalista de O Globo, Malu Gaspar, Viviane teria sido contratada como advogada do Master com honorários de R$ 3.646.529,77 por mês, durante 36 meses, totalizando R$ 131.275.071,72 ao fim da prestação dos serviços.
Alexandre de Moraes divulgou nota em 23 de dezembro de 2025 negando ter tratado assuntos referentes aos Master com Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central.
O gabinete do ministro declarou que o escritório de advogados de Viviane Moraes nunca atuou na operação de venda do Master para o BrB (Banco de Brasília.
*Fonte: Poder360

