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Tensão entre vice-governador Mateus Simões e TCE-MG marca cenário político mineiro

Tensão entre vice-governador Mateus Simões e TCE-MG marca cenário político mineiro

Reunião entre o governador Romeu Zema e o presidente do TCE-MG, Durval Ângelo, sem a presença de Mateus Simões - Foto: Hernando Garcia

Uma troca de críticas entre o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (Novo), e o Tribunal de Contas (TCE-MG) marcou o início da semana política no Estado. O episódio ganhou novo capítulo horas depois, quando o governador Romeu Zema (Novo) se reuniu com o presidente da Corte, Durval Ângelo, em um encontro sem a presença do vice.

Críticas do vice-governador

Em entrevista concedida no início desta semana, Mateus Simões demonstrou insatisfação com decisões recentes do TCE-MG que suspenderam programas e iniciativas do Executivo, entre elas:

O vice-governador afirmou que a atuação da Corte de Contas estaria dificultando a execução de políticas públicas. “Em algum momento nós vamos ter que delegar ao Tribunal de Contas a administração do Estado para que a gente possa executar políticas públicas… Não sei o que vai sobrar para o governo fazer”, declarou.

Resposta do TCE-MG

Logo após a repercussão das críticas, o presidente do TCE-MG, Durval Ângelo, divulgou nota oficial defendendo a atuação do órgão. No texto, a Corte destacou que:

Durval Ângelo também reforçou a importância da independência institucional e do diálogo entre os Poderes.

Confira a nota na íntegra:

“Nossas decisões, incluindo aquelas citadas pelo vice-governador, não são arbitrárias. Elas se baseiam em análises técnicas e jurídicas de representações e denúncias, frequentemente apresentadas por parlamentares, jurisdicionados ou pela própria sociedade civil. O objetivo é garantir que os procedimentos e a aplicação dos recursos públicos estejam em conformidade com a legislação, assegurando a transparência e protegendo o patrimônio do Estado.

O TCE-MG não administra, não legisla e não executa políticas públicas. Sua função, delineada pela Constituição, é atuar como órgão técnico de controle externo. O diálogo e a colaboração entre os Poderes são essenciais para a governabilidade e para a construção de um futuro melhor para Minas Gerais. O TCE-MG reitera seu compromisso com a fiscalização independente e republicana, sempre com o objetivo de servir à população mineira e fortalecer as instituições democráticas”.

Durval Ângelo, presidente do TCE-MG

Encontro de Zema com o presidente do TCE

Na última terça-feira (12), o governador Romeu Zema manteve reunião previamente agendada com o presidente do TCE-MG. O encontro teve como pauta o Programa de Pleno Pagamento das Dívidas do Estado (Propag), o orçamento para 2026, a reabertura de hospitais regionais e estratégias para agilizar processos administrativos.

A ausência de Mateus Simões na reunião chamou atenção e gerou interpretações sobre um possível distanciamento político entre governador e vice.

Contexto político

O episódio expõe divergências internas no governo mineiro sobre o papel do TCE-MG na fiscalização e no acompanhamento de projetos estratégicos do Executivo.

Enquanto o vice-governador vê excesso de interferência, o Tribunal defende seu trabalho como estritamente técnico e amparado pela Constituição. Já Zema adota tom conciliador, buscando manter um canal direto de diálogo com a Corte.

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