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Times de futebol investem no desenvolvimento da tomada de decisão de atletas

Fonte: Pexels

Que todo jogador de futebol precisa treinar o corpo, é um fato. Os atletas precisam de músculos fortes para garantir explosão e velocidade, além de uma excelente coordenação motora para dominar a bola e chutá-la com precisão. No entanto, uma tendência que vem se popularizando entre os principais clubes do mundo é treinar outra parte do corpo: o cérebro. Mais especificamente, a capacidade cognitiva dos atletas. Mas será que essa novidade tem o poder de realmente influenciar o resultado das partidas? E, se sim, como esse treinamento é feito?

Por que o treinamento cognitivo para atletas é tendência?

Uma partida de futebol é, comumente, decidida em uma fração de segundos e por questão de centímetros. É tudo questão de timing: o momento certo de um passe que o defensor não consegue mais interceptar, a hora certa de acelerar a corrida, o momento exato de chutar depois do goleiro se comprometer.

Essa percepção de timing é tão vital para nós que aparece até mesmo em situações que, ao contrário dos esportes, não tem nada a ver com habilidade. Quer ver?

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Nas séries de TV, como Game of Thrones, por exemplo, é comum terminar episódios com suspenses, chamados de cliffhangers. São cenas que deixam no ar se a decisão de um personagem foi a correta e quais as consequências, de modo a estimular o espectador a assistir o próximo episódio.

Essa dinâmica também aparece em opções de entretenimento mais interativas, mas com uma diferença fundamental. Veja o caso do iGaming, por exemplo.

Atualmente, jogos do tipo Crash tornaram-se populares em cassinos e plataformas online. Um exemplo é o jogo Aviator, criado pela Spribe, em que um avião sobe na tela e o jogador deve retirar sua aposta antes que ele desapareça. À primeira vista, parece exigir timing, mas, ao contrário do que acontece no esporte, o momento em que o avião voa para longe é gerado aleatoriamente por um algoritmo. Não há habilidade, leitura de jogo ou treinamento que aumente as chances de acerto: o resultado é inteiramente baseado em sorte.

Apesar de algumas pessoas acreditaram que o sucesso no Aviator pode ser melhorado com treinos para um tempo de resposta mais rápido, a verdade é que o timing nesse caso é completamente aleatório e o sucesso é baseado apenas na sorte. Já nos esportes, apesar do acaso influenciar os resultados, treinar as competências certas aumenta significativamente as chances de vitória.

O Corinthians lidera a área de treinamento cognitivo no Brasil

Hoje, o Corinthians se destaca como um dos líderes em treinamento cognitivo no Brasil. O time tem uma sala tecnológica em seu CT apenas para treinamentos cognitivos dos atletas, incluindo opções para melhorar a visão periférica, concentração e raciocínio dos jogadores.

O Palmeiras, por outro lado, investiu R$ 5 milhões em tecnologias de neurociência para ajudar os jogadores a melhorar a capacidade de tomada de decisões e tempo de resposta.

O futebol brasileiro ainda está no início dessa jornada. Poucos clubes investem no treinamento cognitivo de forma estruturada, e a maioria dos times fora do eixo Rio-São Paulo sequer discute o assunto. Mas a tendência é clara: num esporte decidido em frações de segundo, treinar o cérebro deixou de ser diferencial para se tornar necessidade. Afinal, o timing sempre foi parte do jogo. A novidade é que, agora, ele pode ser ensinado.

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