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Torcedor cruzeirense tem o direito de se perguntar: por que não sonhar?

Torcedor cruzeirense tem o direito de se perguntar: por que não sonhar?

Foto: Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Se faltavam elementos para apontar o Cruzeiro como um dos favoritos à liderança, hoje não faltam mais. A vitória da Raposa sobre o Palmeiras, neste domingo (1º), por 2 a 1, a credencia a voos mais altos no Brasileirão. Como uma briga por título, quem sabe?

Nunca é bom negócio subestimar o Cruzeiro no Campeonato Brasileiro. Se o clube deve ao torcedor uma conquista internacional de peso há quase três décadas, no País são quatro taças de primeiro escalão nos últimos 13 anos.

Em termos de elenco, o Cruzeiro segue atrás de times como Flamengo, Botafogo e o próprio Palmeiras. Entretanto, para além da recuperação de peças como Fagner, Eduardo e Bolasie, que deram mais robustez ao grupo celeste, há pela frente uma fundamental janela de transferências. Momento perfeito para fortalecer setores carentes do time, como as pontas.

Mas também há motivos de sobra para acreditar. A começar pelo campo: tidos como os principais favoritos ao título, Flamengo e Palmeiras sucumbiram diante da Raposa no Mineirão. Vitórias incontestáveis, mesmo tratando-se de placares magros.

Outro ponto importante a ser observado é o fraquíssimo nível técnico da atual edição do Campeonato Brasileiro. São pouquíssimos times jogando bem com regularidade, uma consequência natural do nosso insano calendário, cujo impacto ao Cruzeiro será menor. Até dezembro, as únicas preocupações serão Brasileirão e Copa do Brasil.

Por fim, precisamos falar de Leonardo Jardim. O português se deparou com um clube perdido em meio ao caos e o transformou completamente, tanto no campo quanto fora dele. Um trabalho de alto nível que, de certa forma, mascara os inúmeros erros de planejamento cometidos neste ano.

Do ponto de vista tático, Jardim transformou o Cruzeiro em um dos times mais interessantes do Brasil. Desde sua chegada, mesmo em jogos sem vitória (como o empate contra o Atlético), sua equipe não foi dominada por nenhum adversário. Uma prova da capacidade do treinador português e da falta de conteúdo dos seus demais colegas de profissão. Mesmo em um confuso período de adaptação e trabalhando com um elenco falho, o ex-técnico do Monaco é soberano.

Ademais, campanhas como as de 2003, 2013 e 2014 mostram que quando o Cruzeiro se conecta com seu torcedor, encontra um time ideal e resgata as raízes do seu jogo, as chances de título são grandes.

No futebol, tudo pode mudar em poucos minutos. Até segundos. Portanto, não posso e nem devo prometer nada ao cruzeirense. Mas é direito dele sonhar: por que não acreditar que é possível ocupar o topo do País pela quinta vez na história? Argumentos não faltam.

Sobre o colunista

Victor Eduardo é jornalista e escreve sobre esportes em DeFato Online.

O conteúdo expresso é de total responsabilidade do colunista e não representa a opinião do portal DeFato Online.

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