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Traficante “Mancha” desembarca em Belo Horizonte após captura na Bolívia

Justiça determina transferência de Mancha para presídio de segurança máxima após audiência de custódia em Belo Horizonte

Foto: Divulgação/PF

O traficante Douglas de Azevedo Carvalho, conhecido como Mancha, chegou a Belo Horizonte na tarde desta terça-feira (18), após ter sido preso no domingo (15) em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Em informe divulgado à imprensa, a Polícia Federal comunicou que o jato da instituição pousou na capital mineira trazendo o investigado, alvo de mandado de prisão em aberto e apontado como uma das principais lideranças do crime organizado com atuação ligada ao tráfico de drogas.

A captura ocorreu em ação conjunta com a Polícia Civil de Minas Gerais, com apoio de autoridades bolivianas. O suspeito foi recebido por equipes especializadas e será conduzido por uma escolta conjunta para os procedimentos previstos na legislação, etapa que inclui exame de corpo de delito. Na sequência, a previsão informada é de encaminhamento ao Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp).

A transferência a Belo Horizonte ocorre na sequência do recambiamento iniciado após a prisão no exterior, com articulação conduzida pela Polícia Federal, que é responsável por esse tipo de trâmite internacional. Em coletiva realizada na segunda-feira (16), as forças de segurança já haviam informado que Mancha foi localizado em um condomínio em Santa Cruz de la Sierra e detido sem registro de resistência, com apreensão de dinheiro e documentos falsos na ocasião.

Conforme as informações reunidas pelas autoridades, Mancha é investigado por tráfico de drogas em diferentes frentes, além de suspeitas relacionadas à lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. A Polícia Civil também citou, anteriormente, que o investigado já havia sido preso em 2023 e que rompeu a tornozeleira eletrônica em 2024, passando à condição de foragido, o que motivou novas diligências e reforço nas ações de inteligência até a localização na Bolívia.

O caso segue sob apuração e os próximos passos, como eventuais decisões sobre a custódia e o andamento processual, dependem do Poder Judiciário.

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