Um equívoco do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), que decretou a prisão de uma mulher, mas utilizou do CPF do jornalista Leonardo Sakamato, colunista do Portal UOL, quase provoca a sua prisão, neste sábado (7), em São Paulo, após ter seu carro parado por policiais fortemente armados de fuzis e pistola.
O CPF do jornalista em nada se assemelha ao da mulher que foi condenada por homicídio.
No último dia 3, a ordem de prisão foi incluída no banco de dados de mandados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O fato aconteceu quando Sakamoto seguia para o trabalho para apresentar o UOL News.
Segundo a reportagem, o CPf da mulher constou na no processo da Justiça paranaense até janeiro de 2024 e, em seguida, o caso entrou em segredo de Justiça, quando, em algum momento o CPF do jornalista foi incluído erroneamente no processo no lugar do documento da mulher.
“todos os demais dados que constam no mandado – foto, RG, data e local de nascimento e filiação, pertencem à mulher”.
O CPF é um documento utilizado para cumprir os mandados de prisão, mas, na abordagem deste sábado, ao consultarem outras informações, os policiais perceberam tratar-se de uma mulher o alvo da decisão judicial, em em seguida o jornalista foi liberado.
Sakamoto disse ao UOL “que está impedido de usar o carro e andar na rua, porque corre o risco de ser preso pela PM por um crime com o qual não tenho nenhuma relação”.
A defesa do jornalista vai pedir a correção do CPF no mandado de prisão e solicitar que o erro seja comunicado em todo o país.

