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Trump diz que EUA caminham para paralisação administrativa

Trump chamou a jornalista Kristen Welker - da emissora NBC- de estúpida e corrupta -Foto: Divulgação/Governo USA

Questionado por repórteres na Casa Branca, nesta terça-feira 30/09), o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que o país está caminhando para uma paralisação administrativa e que, caso ocorra um ‘shutdown,’ muitos funcionários federais serão demitidos e podem ter benefícios cortados.

“Provavelmente teremos uma paralisação. Podemos fazer coisas durante a paralisação que são ruins e irreversíveis para eles, como cortar um grande número de pessoas, cortar coisas que eles gostam, cortar programas que eles gostam”.

O prazo para a aprovação é à meia noite desta quarta-feira (01/10) e, se o Congresso não chegar a um acordo para aprovação de um financiamento extra das contas públicas, essa seria a décima quinta desde 1981, podendo paralisar vários serviços públicos até a votação e um novo Orçamento.

Nas redes sociais da Casa Branca em seu perfil oficial, postagens reforçavam o discurso do presidente. Na plataforma X, uma reportagem ressaltava declarações de Trump afirmando que “seus adversários políticos querem destruir o sistema de saúde da América dando milhões a imigrantes ilegais”.

“Paralisação democrata: o presidente Trump coloca os americanos em primeiro lugar. Democratas? Eles colocam os americanos em último”.

A postagem recebeu resposta imediata dos democratas, acusando os republicanos de impedir o funcionamento da casa, e compartilhou o vídeo do início de uma sessão na Câmara dos Representantes dos EUA.

“Os republicanos acabaram de colocar a Câmara em sessão por um total de 2 minutos. Os democratas tentaram apresentar uma proposta para manter o governo funcionando, manter as crianças seguradas e evitar que os custos com saúde dobrassem, mas eles impediram. O Partido Republicano terá que se responsabilizar por essa paralisação”.

Em uma segunda postagem, a deputada Katherine Clark defendeu que o partido quer apenas “manter os cuidados de saúde acessível e estava lutando para manter o governo aberto”.

Na segunda-feira (29), o presidente Trump recebeu membros do Partido Democrata em reunião na Casa Branca, sem no entanto entrar em acordo e com as partes se acusando mutuamente de culpa caso o Congresso não consiga prorrogar o financiamento do governo até esta noite.

Acho que estamos caminhando para uma paralisação“, desabafou o vice-presidente JD Vance após o encontro.

Os democratas alegam que só aprovarão o financiamento caso programas de benefícios de saúde que estão por expirar sejam prolongados.

Os republicanos querem que saúde e financiamento do governo sejam tratados de forma separada.

O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, disse: “Os impasses orçamentários se tornaram relativamente rotineiros em Washington nos últimos 15 anos e são geralmente resolvidos no último minuto. Mas a disposição de Trump de anular ou ignorar as leis de gastos aprovadas pelo Congresso injetou uma nova dimensão de incerteza”.

Milhares de funcionários do governo federal poderão ser dispensados caso o Congresso não chegue a acordo sobre o financiamento, afetando desde a Nasa até os parques nacionais, interrompendo uma ampla gama de serviços, podendo, inclusive, fechar tribunais federais e adiando subsídios para as pequenas empresas.

Trump se recusa a liberar bilhões de dólares que o Congresso já aprovou e ameaça aumentar sua ofensiva contra os servidores públicos federais se os parlamentares permitirem a paralização do governo.

Na noite da segunda-feira, a Casa Branca divulgou um decreto estendendo o prazo de mais de 20 comitês consultivos federais até 2027, mas não deixou claro como esses comitês (que assessoram o presidente nos segmentos do comércio e segurança nacional, por exemplo) serão financiados em meio à probabilidade de paralisação.

“O que está em questão é US$ 1,7 trilhão (cerca de R$ 9 trilhões) em gastos discricionários que financiam as operações das agências, o equivalente a aproximadamente um quarto do orçamento total de US$ 7 trilhões (R$ 37 trilhões) do governo. O valor restante vai, principalmente, para programas de saúde e aposentadoria e pagamentos de juros sobre a dívida crescente de US$ 37,5 trilhões (R$ 199 trilhões)”.

*Fonte: G1

 

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