O presidente norte-americano, Donald Trump, assinou na terça-feira (5) um documento redefinindo o conceito de terrorismo e estabelecendo uma nova estratégia antiterrorista.
Com o novo conceito, os cartéis de drogas passam a ser o alvo número um no combate a esse modelo de crime, deixando em segundo plano grupos como o Estado Islâmico e Al-Qaeda.
A prioridade agora é o aniquilamento dos cartéis de drogas no Hemisfério Ocidental, segundo informação da Casa Branca.
No documento, o republicano declarou que não permitirá que cartéis, jihadistas ou os governos que os apoiam conspirem contra o seu país.
“Terroristas de qualquer tipo não encontrarão refúgio seguro em nosso país nem nos atacarão no exterior”.
O documento tem 16 páginas, segundo a rede de rádio pública estadunidense NPR (National Public Radio).
Sebastian Gorkad, diretor-sênior de contraterrorismo da Casa Branca e que liderou a estratégia, afirmou que a mudança aconteceu porque mais americanos estão sendo mortos por cartéis que distribuem drogas nas comunidades dos EUA, mais do que os militares que perderam a vida em conflitos no mundo desde a Segunda Guerra Mundial.
“Seja estrangulando seus fundos ilícitos, seja rastreando seus barcos de narcotráfico, não permitiremos que matem americanos em larga escala. (…) Trump assinou o documento motivado pelo princípio de que a América é nossa pátria e deve ser protegida”.
Conforme a NPR, as medidas de Trump contra o narcotráfico em águas latino-americanas já matou ao menos 191 pessoas.
Gorka por telefone a repórteres:
Paralelamente, a gestão Trump pressiona os governos locais para trabalharem com os EUA no combate aos cartéis e adotarem medidas contra os traficantes de drogas e gangues transnacionais; “ameaças inaceitáveis” à segurança nacional do hemisfério.
Outras ações inseridas no documento mostram prioridade em alvejar e destruir grupos militares islâmicos que tenham capacidade de operações contra os Estados Unidos, como a Al-Qaeda, além de identificar e neutralizar grupos políticos violentos com ideologia antiamericana, “radicalmente transgênero ou anarquista”, como o Antifa, e aumentar os esforços para não permitir que atores não estatais consigam armas de destruição em massa.
Representantes norte-americanos vão ser reunir com aliados ainda nesta semana para discutir possibilidades de reforçar estratégias de combate ao terrorismo.
“Como o presidente deixou bem claro, vamos avaliar a seriedade de vocês como parceiros e aliados pela contribuição que trouxerem para a mesa de negociações”, finaliza.
*Fonte: UOL

