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Trump retira cobrança de 25% sobre produtos colombianos

Foto: Reprodução/Fox News/ Youtube

Após o presidente colombiano Gustavo Petro rejeitar o pouso de aviões norte-americanos em seu território, trazendo imigrantes ilegais algemados, o presidente Donald Trump, dos EUA, anunciou retaliações tarifárias e diplomáticas contra o país, neste domingo (26).

A manifestação de Gustavo Petro se deu um uma postagem em sua conta na plataforma X, criticando a forma como os deportados colombianos eram tratados, exigindo que os EUA estabelecessem um protocolo de tratamento digno aos migrantes antes de aceitá-los de volta.

“Os EUA não podem tratar como criminosos os migrantes colombianos. Desautorizo a entrada de aviões norte-americanos com migrantes colombianos em nosso território”, declarou.

Como retaliação, Trump foi à sua rede social Truth Social para anunciar medidas restritivas contra o país, e classificou os imigrantes como “criminosos ilegais”, atacando a decisão de Gustavo Petro.

“Fui informado que dois voos de repatriação dos Estados Unidos, com um grande número de Criminosos Ilegais, não receberam permissão para pousar na Colômbia. Esta ordem foi dada pelo Presidente Socialista da Colômbia, Gustavo Petro, que já é muito impopular entre seu povo. A negativa de Petro a estes voos comprometeu a Segurança Nacional e a Segurança Pública dos Estados Unidos, então determinei que a minha administração tome imediatamente as seguintes medidas retaliatórias urgentes e decisivas:

Tarifas emergenciais de 25% sobre todos os produtos que entram nos Estados Unidos. Em uma semana, as tarifas de 25% serão aumentadas para 50%.

Proibição de Viagens e Revogação imediata de vistos para Funcionários do Governo Colombiano, e todos os Aliados e Apoiadores.

Sanções de visto para todos os Membros do Partido, Familiares e Apoiadores do Governo Colombiano.

Inspeções reforçadas de Alfândega e Proteção de Fronteiras papra todos os Nacionais Colombianos e Cargas por motivos de segurança nacional.

Sanções do Tesouro, Bancárias e Financeiras via IEEPA serão totalmente impostas.

Estas medidas são apenas o começo. Não permitiremos que o Governo Colombiano viole suas obrigações legais em relação à aceitação e retorno dos Criminosos que forçaram entrada nos Estados Unidos.

Diante das drásticas medidas de Trump, o governo Petro emitiu uma nota oficial recuando da decisão, informando o envio do avião presidencial para repatriar os ilegais e a criação de um Posto de Comando Unificado sobre migração, com a participação de Defensoria do Povo, Chancelaria e Presidência, além de confirmar a participação do país na Assembleia Extraordinária da CELAC (Comunidade dos Estados Latino-americanos e caribenhos), agendada para 30 de janeiro, onde o tema será debatido.

A decisão primária de Petro foi similar à do México, maior responsável pela entrada de ilegais a partir dos seu território, que na semana passada também se recusou receber uma aeronave militar com os deportados.

Com a chegada de brasileiros deportados em Manaus, na sexta-feira (24), algemados e acorrentados pelos pés, o governo brasileiro pediu explicações aos norte-americanos sobre o tratamento degradante imposto aos ilegais brasileiros.

Enquanto presidente dos EUA, o governo Joe Biden deportou por 32 vezes os ilegais brasileiros, num acordo assinado em 2017, entre os dois países. Esta é a primeira deportação do governo Trump, que assumiu a presidência no último dia 20 de janeiro.

O ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Luis Gilberto Murillo, em comunicado postado no X, disse que o impasse com os EUA estava superado. Murillo e o embaixador Daniel Garcia-Peña viajam aos Estados Unidos para dar prosseguimento à tratativa para receber o deportados.

“A Colômbia confirma que os canais diplomáticos de diálogo serão mantidos para garantir os direitos, o interesse nacional e a dignidade de nossos cidadãos”.

O governo norte-americano revogou as restrições que seriam impostas sobre produtos colombianos e suspendeu as sanções contra Bogotá, mas fica mantida a suspensão de vistos, até que a primeira deportação de colombianos chegue ao seu destino.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt disse: 

“Com base neste acordo, as tarifas e sanções anteriormente redigidas serão suspensas e não serão implementadas, a menos que a Colômbia não cumpra o acordo”.

* Fonte: RTP Notícias/ Poder360

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