Ucrânia destruiu, nesta terça-feira (3), parte de uma ponte da Crimeia, essencial para o exército russo manter o abastecimento na guerra contra o exército de Zelenski.
Segundo o chefe do serviço secreto de Kiev, este foi o terceiro ataque contra a mesma ponte, desde o início da guerra.
“Anteriormente, atingimos a Ponte da Crimeia em 2022 e 2023. Então, hoje continuamos essa tradição debaixo d’água. A operação foi estudada por vários meses com agentes plantando explosivos na estrutura de suporte sob a água.”.
A ponte não tinha somente valor estratégico para o exército. Ela tem o valor simbólico para Putin, num projeto de 4 bilhões de dólares que era uma demonstração de força de Moscou depois da anexação da Crimeia em 2014.
O ataque surpresa, segundo em menos de 72 horas, foi feito por meio de um “enxame de drones” frotas aéreas e danificou 34% dos porta-mísseis de cruzeiro estratégicos, causando um prejuízo de cerca de 7 bilhões de dólares.
Os ataques ocorrem durante reuniões para tentativa de paz entre os dois países, ainda sem avanço.
A ofensiva de Kiev sobre a ponte ocorre dois dias após a realização de uma das operações mais ambiciosas da guerra, quando 41 aviões de guerra russos foram atingidos, cerca de 34% das aeronaves estratégicas de transporte de mísseis.
Na ofensiva sobre a ponte, a agência de inteligência destacou não ter havido vítimas civis e que os pilares de suporte subaquáticos foram severamente danificados ao nível do leito do mar, auxiliado pelo equivalente a 1.100 kg de TNT.
