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Ucraniana Antonov nega informação do Governo de São Paulo e afirma não ter representantes no Brasil

Ucraniana Antonov nega informação do Governo de São Paulo e afirma não ter representantes no Brasil

Foto: Larske/Wikimedia Commons

Em nota divulgada na última quarta-feira (26), a empresa ucraniana Antonov, construtora de aviões de grande porte, desmentiu informações que indicavam supostas tratativas com o Governo de São Paulo para a instalação de uma unidade no Estado — e que essas negociações haviam sido interrompidas após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a guerra entre Ucrânia e Rússia.

Conforme o posicionamento oficial, a Antonov negou ter representante autorizado no Brasil. A empresa também ressaltou que não concedeu a ninguém, incluindo escritórios de advocacia, qualquer autoridade para representar os interesses da empresa.

“A Antonov declara oficialmente que realiza constantemente consultas com parceiros estrangeiros de vários países, incluindo a República Federativa do Brasil, como parte de suas atividades visando a promoção de produtos e serviços no mercado externo. No entanto, a Antonov não possui um representante autorizado no Brasil e não concedeu a quaisquer pessoas, incluindo escritórios de advocacia, qualquer autoridade para representar os interesses da Empresa”.

Entenda

Anteriormente, o portal DeFato Online repercutiu uma notícia publicada inicialmente pela CNN Brasil que indicava que representantes da estatal ucraniana Antonov estiveram no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, para tratar da construção de uma planta industrial no País — esse investimento seria na ordem de US$ 50 bilhões.

Ainda conforme as informações da CNN Brasil, o governo paulista havia afirmado que as negociações com a Antonov foram suspensas após declarações dadas por Lula sobre o conflito entre Ucrânia e Rússia — e que desagradaram os ucranianos.

A CNN Brasil também destacou que “o governo de São Paulo afirmou ter recebido, no dia 11 de abril, representantes de Olexsandr Nikonenko e Victor Avdeyev, conselheiro e vice-presidente da Antonov Company, para audiência a respeito do interesse da estatal ucraniana em desenvolver atividades no Brasil, em especial no Estado de São Paulo”.

A CNN Brasil também informou que procurou o escritório Kuntz Advocacia e Consultoria Jurídica, que alega representar a Antonov, para pedir um posicionamento sobre o caso, mas que até o momento não houve retorno. A publicação também procurou o governo de São Paulo, que ainda não se posicionou sobre o caso.

Confira na íntegra a nota emitida pela Antonov:

“Atualmente, os meios de comunicação da República Federativa do Brasil estão compartilhando informações falsas de que a ANTONOV suspendeu as supostas negociações sobre o suposto lançamento da produção de aeronaves no Brasil.

A ANTONOV declara oficialmente que realiza constantemente consultas com parceiros estrangeiros de vários países, incluindo a República Federativa do Brasil, como parte de suas atividades visando a promoção de produtos e serviços no mercado externo.

No entanto, a ANTONOV não possui um representante autorizado no Brasil e não concedeu a quaisquer pessoas, incluindo escritórios de advocacia, qualquer autoridade para representar os interesses da Empresa.

A ANTONOV enfatiza seu interesse no desenvolvimento da cooperação com a República Federativa do Brasil no campo de tecnologias de aviação e apreciará as iniciativas oficiais da parte brasileira no que diz respeito ao estabelecimento de cooperação mutuamente benéfica.

Assim, a reportagem da imprensa brasileira não representa o posicionamento oficial da empresa ANTONOV.

A fim de evitar manipulações e o agravamento da parceria internacional, bem como levando em consideração a atual situação internacional causada pela invasão em grande escala da Federação Russa na Ucrânia, a ANTONOV solicita gentilmente aos meios de comunicação de massa que verifiquem cuidadosamente as informações relacionadas aos atividades, que foi recebido de outras fontes”.

Erramos

Em uma falha de procedimento da DeFato Online, não foi realizada a devida checagem das informações repercutidas em nosso portal, o que levou à publicação de informações erradas. Por isso, pedimos desculpas!

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