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Uma pessoa morre em desabamento de sobrado em Paraisópolis

Uma pessoa morre em desabamento de sobrado em Paraisópolis

Foto: Reprodução / TV Globo

Uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas após o desabamento de um sobrado, na comunidade de Paraisópolis, em São Paulo. Acidente aconteceu no final da noite de ontem (16). Dois dos feridos foram socorridos antes da chegada dos bombeiros. Os outros dois foram resgatados pelos militares. Um deles, um homem de 49 anos, teve escoriações e foi encaminhado ao Pronto-Socorro Campo Limpo. O outro homem, de 48 anos, teve fratura na perna.

Já a quinta vítima, de 55 anos, estava sob os escombros e seu corpo foi localizado pelo Corpo de Bombeiros algumas horas depois. Cerca de 54 bombeiros e um cão trabalharam nas buscas pelas vítimas.

Nesse domingo, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, esteve no local para uma reunião com moradores e lideranças da comunidade. Nunes já havia passado no local na noite de ontem, logo após a ocorrência do desabamento.

Durante a reunião, os moradores pediram obras de urbanização, entre elas, uma antecipação da canalização do córrego Antonico, uma área de risco onde ficava o sobrado que desmoronou. Um projeto de reurbanização teve início em abril do ano passado, mas o trecho que previa a canalização deveria ser feito em uma outra etapa, que ainda não tinha data para ser iniciada. As famílias também pediram por uma política habitacional.

Remoção das famílias

Em entrevista após a reunião, o prefeito afirmou que as obras do córrego serão antecipadas. Para isso, será preciso convencer os moradores que moram na região do córrego a deixarem suas casas.

“Precisamos que as famílias saiam do local, para que a gente faça a demolição dos imóveis e que a gente possa fazer a reurbanização. Já está licitado. O dinheiro já está garantido. São mais de R$ 100 milhões, para 1,5 km de extensão. Como é preciso fazer uma obra importante em local que está ocupado, tem essa questão de que as pessoas precisam sair do local para fazer a obra”, disse o prefeito.

Para tentar convencer as famílias a deixarem seus imóveis para o início das obras, Nunes diz que a prefeitura irá fornecer um auxílio aluguel de R$ 400 por mês, valor considerado baixo pelas famílias, insuficiente para alugar uma casa em São Paulo.

Enquanto isso, a prefeitura deve fornecer auxílio para os moradores das casas que foram atingidas pelo desabamento. “As oito famílias que tiveram suas casas atingidas [no desabamento] não entram no critério do aluguel social, porque estão desabrigadas. Elas serão atendidas de forma especial pela Secretaria de Assistência Social nem que seja para a colocação em hotel. Isso é imediato, e já está sendo feito”, disse Nunes.

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