A história que você vai ler agora é de Beatriz Vitória Alves Costa. Ela é uma garota de 14 anos, que possui displasia septo óptica monocular desde o nascimento. A menina faz tratamento em Belo Horizonte com especialista em visão subnormal e apenas consegue enxergar apenas por seu olho esquerdo, de maneira restrita.
Beatriz cursa o nono ano do ensino fundamental II, na Escola Municipal Professora Didi Andrade, em Itabira. Referência em atendimento e inclusão de pessoas com deficiência, a instituição de ensino garante à garota um professor de apoio, especialista em baixa visão, tecnologia assistiva e acompanhamento do CEMAE (Centro Municipal de Apoio Educacional).
O acolhimento dos professores, funcionários e alunos sempre a fizeram se sentir à vontade e incluída nas atividades escolares.
“Não posso deixar de destacar, em especial, dois professores: Maria Kleire, professora de ciências, e Claudinei Magela, professor de apoio. A professora é a responsável por vários projetos na escola, entre eles, o que foi premiado no Criativos da Escola, em 2021, do qual eu participei. Além do grande incentivo, carinho e atenção com todos os alunos, eles também percebem um grande potencial em nós”, conta Beatriz.
Projeto vencedor
A escola sempre desenvolveu projetos que incentivam os alunos a participarem. Foi a partir daí, que se iniciou a história de Beatriz. O projeto consistiu em pesquisar como funciona a agricultura familiar de Itabira, a participação das mulheres e a importância do setor na merenda escolar da cidade. Este projeto foi inscrito no prêmio Criativos da Escola 2021 e concorreu com mais 150 projetos do país inteiro.
E assim, veio a notícia que todos aguardavam. A equipe que Beatriz integra, da Escola Didi Andrade, foi premiada na categoria “Equidade”. A premiação, no valor de R$ 2 mil, é destinada à escola dos integrantes. Os alunos vencedores, em comum acordo, decidem qual o investimento que melhor beneficia a instituição.
Surpresa
Desde 2020, o professor Claudinei insistia com a Secretaria de Educação para a compra de uma lupa eletrônica. Mas, infelizmente, o processo foi interrompido por causa da troca de gestão e da pandemia. Assim, os amigos de Beatriz, juntamente com a professora Maria Kleire e com autorização da escola, sabendo da vontade do professor Claudinei, resolveram com parte do prêmio seria usado para presentear a menina.
Dessa maneira, eles decidiram realizar a compra de uma lupa eletrônica para facilitar o aprendizado de Beatriz.
“Quando eu recebi a lupa dos meninos, eu não estava esperando a atitude deles. Eu fiquei muito feliz, muito surpresa e muito emocionada. Fiquei muito grata com eles e com seus pais que deram esse ensinamento para eles. E com os professores por terem pensado nisso também”, agradece Beatriz.
Novos projetos
Beatriz conta que equipe já está criando novas iniciativas e deve participar de outra competições nacionais. Ao lado de Ana Luiza Damasceno, Ana Luiza Sena Rossi, Ana Clara Silva Almeida Marinho, Maria Eduarda Fernandes Silva, Yuri Dias Silva, Matheus Nolasco Bahia de Azevedo e Rafael está elaborando a construção de um jardim sensorial para a escola.
Além disso, a ela ainda vai representar a escola na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, na Olimpíada Brasileira de Robótica e no Projeto de Iniciação Científica – Merenda Escolar 2022. Agora é torcer para que novos prêmios sejam conquistados e outras boas ações sejam realizadas.

