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Venda Nova será área piloto de programa para prevenir desastres climáticos em BH

Venda Nova será área piloto de programa para prevenir desastres climáticos em BH

Foto: Reprodução/Aline Pereira

A região de Venda Nova, em Belo Horizonte, foi escolhida para receber a fase inicial de um programa voltado à prevenção de desastres naturais e à adaptação às mudanças climáticas. A iniciativa, chamada Programa Veredas, será implementada de forma piloto na sub-bacia do Córrego Capão.

O projeto conta com mais de R$15 milhões em recursos provenientes de doação internacional. A proposta envolve parcerias com instituições como a Rede C40, que reúne grandes cidades em ações relacionadas ao clima, e a GIZ, organização vinculada ao governo alemão.

O financiamento internacional chega em meio à tramitação da Prefeitura de Belo Horizonte para realizar empréstimos bilionários para a realização de obras para minimizar os impactos pluviais na cidade. O empréstimo do montante de R$2,1 bilhões está em processo para aprovação na Câmara Municipal.

A escolha da região leva em conta desafios recorrentes, como alagamentos e ilhas de calor. A ideia é testar soluções que possam ser replicadas em outras áreas da capital ao longo dos próximos anos.

Entre as intervenções previstas estão a criação de corredores ecológicos, parques ciliares e jardins de chuva. Também estão no planejamento sistemas de captação de água em escolas e unidades de saúde, além de mudanças em espaços urbanos para ampliar áreas verdes.

O programa inclui ainda a adaptação de rotas para pedestres e ciclistas, com maior presença de arborização. Parte das ações envolve a transformação de pátios e áreas já existentes em espaços voltados à redução de impactos ambientais.

Nesta etapa, o projeto está em fase de planejamento e levantamento de informações. Equipes técnicas realizam visitas à região e trabalham na identificação de pontos críticos, como áreas com histórico de enchentes ou maior exposição ao calor.

A proposta também prevê a participação de moradores no processo. A intenção é envolver a comunidade na manutenção das intervenções e na definição de prioridades para o território.

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