O vereador de São Gonçalo do Rio Abaixo, Felipe Silveira (SD), precisou contar com a ajuda de um vigia na noite da última segunda-feira, 7 de agosto, para conseguir deixar a Câmara. É que ele ficou preso no local depois que se encerrou o expediente e todos foram embora. O detalhe é que não é a primeira vez que isso ocorre. A outra havia acontecido há menos de cinco dias.
Nos dois casos, o vereador alega que estava trabalhando em seu gabinete quando foi comunicado de que as portas da Câmara seriam fechadas devido ao fim dos trabalhos. O legislador, então, avisou que iria ficar.
Na primeira vez em que ficou preso no Legislativo, na sexta-feira passada, 4 de agosto, o vereador teve que recorrer à Polícia Militar para conseguir deixar a Câmara. Na segunda-feira, não chegou a esse extremo, já que um servidor da Câmara o ajudou.
A presidente da Câmara de São Gonçalo do Rio Abaixo, Luciana Bicalho (PTB), por meio de sua Assessoria de Comunicação, se posicionou sobre o ocorrido ao site O Popular, de João Monlevade. Segundo a petebista, “o vereador não foi trancado na Câmara sem o conhecimento dele”. “Nas duas vezes, ele foi informado de que o prédio seria fechado. A Câmara possui um regulamento estabelecido pelo Regimento Interno e que precisa ser seguido para o bom funcionamento dos trabalhos. Qualquer modificação nessa estrutura é preciso aprovação de todos os parlamentares. O vereador tem conhecimento de que o vigia do prédio do Legislativo inicia sua jornada de trabalho às 18h. Nas duas vezes em que ele ficou na Câmara, ele sabia que o vigia chegaria no horário e abriria o prédio”, argumentou Luciana.
A presidente ponderou também que nunca impediu o vereador de fazer o seu trabalho. “O parlamentar já havia sido informado que para eventual permanência no prédio após o horário deve ser requerido com antecedência para que seja escalado um servidor para fechar a Câmara e acionar o alarme. O mesmo ocorre quando há eventos ou quando cedemos o espaço do legislativo para reuniões”.

