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Vereador Elias Lima confronta manifestante após suposta ofensa pessoal na Câmara de Itabira

Foto: DeFato Online

A reunião da Câmara Municipal de Itabira, nesta segunda-feira (28), foi marcada por um momento de tensão entre o vereador Elias dos Reis Lima (Solidariedade) e um manifestante. O episódio ocorreu durante a discussão do projeto de lei que modifica o subsídio do cartão alimentação dos servidores da Prefeitura de Itabira.

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Enquanto o vereador Luiz Carlos de Souza (MDB) fazia uso da fala, manifestantes se posicionavam nas galerias da Câmara. Foi nesse contexto que Elias Lima se levantou e foi até o local próximo ao público após, segundo ele, ter sido ofendido pessoalmente. “Você me chamou de safado?”, questionou de forma incisiva, ficando frente a frente com um servidor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE).

No momento, o secretário de  Administração, Paulo Henrique Gomes, e o vereador Rodrigo “Diguerê” (MDB), agiram para afastar Elias Lima do conflito.

O vereador Elias Lima se pronunciou após o episódio: “Você não tem o direito de me agredir pessoalmente. E ele me chama, de forma pessoal. É diferente quando se fala de maneira genérica, dizendo ‘os vereadores isso ou aquilo’. Mas ele se voltou diretamente para mim, me chamou de safado e perguntou por que eu estava olhando para ele”, relatou Elias, em conversa com a reportagem. 

O parlamentar também afirmou ter sido ameaçado por outros servidores após o confronto. “Outros funcionários vieram e teceram ameaças a mim. Peguei a foto de cada um e estou aguardando. Disseram: ‘Nós estamos todos unidos, você não sabe, não somos brincadeira. Você vai ter com a gente’. Algo mais ou menos nesse sentido”, contou.

Elias reforçou que o termo usado contra ele é grave e exige provas. “Acho que ele tem que provar que eu sou safado. Porque ‘safado’ remete à questão de cunho moral, e até sexual, que a gente imagina. Então ele tem que provar em que cunho que eu sou safado.”

Em conversa de bastidores com a reportagem, o servidor envolvido na discussão negou a ofensa direta e afirmou que apenas classificou a Câmara como um “lugar de inutilidade pública”.

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