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Vereador Elias Limas denuncia ataques racistas sofridos nas redes sociais; Câmara de Itabira repudia as agressões

Vereador Elias Limas denuncia ataques racistas sofridos nas redes sociais; Câmara de Itabira repudia as agressões

Foto: Jardel Mendes/DeFato Online

O vereador Elias Limas (Solidariedade) denunciou na última sexta-feira (17) ter sido alvo de ataques racistas e de intolerância religiosa por meio de comentários publicados em um vídeo divulgado nas redes sociais. As mensagens ofensivas faziam referência a sua cor e associavam sua imagem a práticas religiosas de matriz africana, o que o parlamentar classificou como “fala racista e medonha”.

Em conversa com a reportagem durante a reunião de comissões na Câmara de Itabira, na última segunda-feira (20), Elias relatou o episódio e afirmou ter registrado boletim de ocorrência na Polícia Civil. “Racismo não é opinião, é crime. As pessoas precisam saber que sempre serão tomadas medidas. Já fiz o registro e entreguei os links das postagens às autoridades. Uma das pessoas já apagou a conta, mas consegui reunir as provas a tempo”, declarou.

O vereador também destacou que os comentários surgiram a partir de discussões sobre temas tratados no Legislativo e avaliou que a falta de respeito dentro da própria Câmara pode estimular comportamentos semelhantes fora dela. “Se dentro da Câmara as pessoas aprendem a não respeitar o espaço uma da outra, abrimos portas para que outras pessoas também o façam”, afirmou.

Elias, que disse já ter enfrentado situações de racismo desde a infância, ressaltou que continuará atuando normalmente. “Esses ataques não vão me intimidar. Vou seguir trabalhando pelo povo e ajudando no que for necessário. Dizer que é fácil não é, porque sou ser humano e fico sentido. Mas não vou desistir de lutar contra isso.”

Câmara classica ataques como  “graves e inadmissíveis”

A Câmara Municipal divulgou nota oficial em apoio ao vereador e repudiando as agressões. O presidente do Legislativo, Carlos Hnerique da Silva Filho, o Carlin Sacolão Filho (Solidariedade), classificou os ataques como “graves e inadmissíveis”. “A internet já prevê, no Código Penal, crimes para esse tipo de conduta. Criticar o político é legítimo, mas fugir da crítica para o ataque pessoal, especialmente de cunho racista, é muito sério. A Câmara tomará as medidas cabíveis para responsabilizar quem usa as redes sociais para ofender a honra de qualquer pessoa, seja vereador, servidor ou cidadão”, declarou.

O caso agora segue sob investigação da Polícia Civil.

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