A vereadora Juhlia Santos (Psol) afirmou ter recebido novas ameaças de morte em Belo Horizonte. Segundo a parlamentar, as mensagens foram enviadas ao seu WhatsApp pessoal e deram prazo de 48 horas para que ela renunciasse ao mandato. O caso foi divulgado pela vereadora em vídeo publicado nas redes sociais.
A Câmara Municipal de Belo Horizonte informou que acionou a Guarda Municipal para reforçar a segurança da parlamentar. A Polícia Federal também foi acionada para investigar os suspeitos, segundo comunicado divulgado pela Casa.
O presidente da Câmara, Professor Juliano Lopes, afirmou que o Legislativo municipal não vai admitir ameaças contra vereadores. Ele disse que medidas foram adotadas para garantir escolta à parlamentar e para que a investigação avance.
“Estamos tomando as medidas possíveis. Já acionamos a Guarda Municipal para que a prefeitura dê suporte, através da Guarda, 24 horas para a vereadora Juhlia. Também estamos acionando a Polícia Federal para que este inquérito seja investigado passo a passo, e os suspeitos dessas ameaças sejam presos”, declarou.
Esta não é a primeira denúncia feita pela vereadora. Em fevereiro, Juhlia Santos relatou ter recebido ameaças de morte por e-mail, com mensagens que, segundo ela, continham teor racista e transfóbico, além de informações sobre sua rotina e familiares. Na ocasião, a Câmara também informou ter reforçado a segurança da parlamentar.
As novas mensagens teriam conteúdo semelhante ao episódio anterior, mas com a inclusão de um prazo para que a vereadora deixasse o cargo. O caso ocorre em um contexto de cobrança por proteção a parlamentares ameaçados no exercício do mandato.
Em abril, a Câmara de Belo Horizonte aprovou uma proposta que prevê medidas de proteção para vereadores em situação de risco. O texto inclui escolta, reforço de segurança e outras providências em casos de ameaça vinculada à atividade parlamentar.
As investigações devem apurar a autoria das mensagens e se há relação entre os episódios registrados em fevereiro e maio.

