A vereadora Jordana Madeira Dias (PDT) está solicitando que a Prefeitura explique a falta de agentes comunitários de saúde (ACSs) nos bairros Boa Esperança e Barro Branco. A ausência das profissionais, de acordo com a parlamentar, tem prejudicado o atendimento e fazendo com que moradores das duas comunidades tenham que ir para outros locais realizar exames ou receber atendimentos.
Os requerimentos solicitados por Jordana Madeira à gestão municipal foram aprovados na última reunião ordinária da Câmara de Itabira, realizada na terça-feira (25). De acordo com ela, na comunidade Boa Esperança, a agente de saúde que trabalhava no local teria entrado em licença e não foi substituída. Já no Barro Branco, a profissional que atuava na unidade de saúde saiu há cerca de seis meses e não teve substituição.
“Os moradores precisam se deslocar do Barro Branco até aqui na cidade para pegar um pedido de exame ou consulta. Eu queria saber da secretária de Saúde, qual o motivo de, quando a pessoa está de licença ou não está trabalhando, não pode arrumar outra pessoa para substituir, porque é a população quem está ficando sem o serviço”, disse Jordana Madeira em declaração direta à Fabiana Marques Machado Lima, secretária responsável pela pasta.
O que diz a Prefeitura de Itabira?
Procurada pela DeFato, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Itabira respondeu que a Secretaria Municipal de Saúde realizou um processo seletivo em 2021 para contratação de agentes de Combate às Endemias (ACEs) e Comunitários de Saúde (ACSs), mas não houve candidatos aprovados para a região questionada pela vereadora. “É preciso salientar que, de acordo com a Legislação Federal, o agente tem, obrigatoriamente, que residir no território de atuação”, diz um trecho do comunicado.
Ainda de acordo com a gestão municipal, a Secretaria Municipal de Saúde trabalha desde o ano passado para concluir um novo processo seletivo, programado para iniciar as inscrições em 10 de março. Serão 41 vagas dentre ACSs e ACEs, o suficiente para cobrir todos os territórios de Itabira.
“Cabe informar também que a legislação que rege a categoria não prevê a substituição por vacância mediante ao afastamento do agente, mesmo que por longa data. Os bairros citados pela vereadora ficaram sem agente devido a um pedido de exoneração da profissional que atendia aquele território, sendo necessário, então, o novo processo seletivo já programado pela Secretaria Municipal de Saúde”, finaliza a nota enviada à DeFato.
Outros requerimentos
A vereadora também requereu informações relacionadas à central da Polícia Militar. Segundo Jordana Madeira, muitos itabiranos estão acionando a PM pelo 190, porém, as ligações têm sido destinadas para a central de João Monlevade. “Estou recebendo várias reclamações de pessoas que dizem que quando ligam no 190 está caindo em outra cidade e não em Itabira. Precisamos resolver isso com urgência”, disse.
Jordana Madeira também está requisitando informações à Prefeitura de Itabira pela ausência de logradouros nos bairros Colina 2, Colina 3, Fazenda do Lago, Chapada e Barro Branco. De acordo com Jordana Madeira, após uma viagem à Brasília, o presidente do Correios informou que várias ruas dos respectivos bairros estão sem nome oficial, e por este motivo não é possível ser realizado o serviço de entrega aos moradores destas comunidades – pelos Correios ou outros serviços de entrega.
“Ele me mandou uma carta falando que não é possível atender aos bairros Colina da Praia 3 e 2, Fazenda do Lago, Chapada e Barro Branco pela falta de logradouro. Eu quero pedir pressa nesse requerimento para que eles possam contar com o serviço dos Correios”.
Após a fala de Jordana Madeira, o vereador do MDB, Rodrigo Alexandre Assis Silva “Diguerê” pediu a palavra e comentou que parte da solução já pode estar próxima de uma resolução, pois no fim de 2024 novos logradouros foram solicitados nas comunidades Colina 2 e Colina 3. “Acredito que esses dois locais, em específico, podem já ter sido votados”, disse.
Procurada pela DeFato, a Prefeitura de Itabira não respondeu sobre a questão dos logradouros e o acionamento errôneo do sistema da Polícia Militar.