Vereadora sugere criação de posto da Delegacia da Mulher na Câmara Municipal de Itabira; entenda

A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher em Itabira ainda não foi procurada para discutir a proposta

Vereadora sugere criação de posto da Delegacia da Mulher na Câmara Municipal de Itabira; entenda
Foto: Giovanna Victoria/DeFato

A vereadora Jordana Madeira (PDT) apresentou, na reunião ordinária da última terça-feira (19), a Indicação nº 493/2025, sugerindo ao prefeito Marco Antônio Lage (PSB) a instalação de um posto de atendimento da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher no prédio da Câmara Municipal de Itabira. A proposta, segundo ela, nasceu a partir de experiências já adotadas em outras cidades, como Belo Horizonte, e tem o objetivo de ampliar a rede de acolhimento às vítimas de violência.

De acordo com a parlamentar, a ideia é aproveitar os espaços ociosos da Câmara e transformá-los em locais que possam oferecer suporte imediato às mulheres. “Na Câmara de Belo Horizonte já tem a Delegacia da Mulher implantada lá, assim como outros projetos. Aqui em Itabira vejo salas fechadas que poderiam ser usadas para atender essas mulheres. A Câmara pode ser um braço importante nesse acolhimento e também na fiscalização das leis que muitas vezes não são aplicadas na prática”, afirmou Jordana.

A vereadora destacou ainda que, neste primeiro momento, a proposta foi apresentada como uma indicação e que a próxima etapa é trabalhar em conjunto com os órgãos de segurança pública para elaborar um anteprojeto. “A gente precisa configurar melhor essa ideia junto ao presidente, à Polícia Civil e à Polícia Militar, para que funcione de forma adequada. A intenção é criar mais um ponto de atendimento, sem substituir a delegacia já existente, mas fortalecendo a rede de proteção”, acrescentou.

O presidente da Câmara, Carlos Henrique da Silva Filho (Solidariedade), avaliou a indicação como pertinente, e disse que é necessário pensar em alternativas que tragam mais segurança às vítimas. “ Muitas vezes, a mulher se sente exposta ao fazer uma denúncia dentro de uma delegacia. Se houver um ambiente mais reservado, pode ser mais fácil para ela ter coragem de denunciar”, comentou.

Em contato com o delegado responsável pela Delegacia da Mulher em Itabira, João Martins Teixeira, a reportagem apurou que a indicação ainda não foi discutida com a instituição. Segundo ele, qualquer decisão sobre a instalação de unidades da Polícia Civil precisa ser tratada em conjunto com o órgão. “Até o momento não fomos procurados e não há nenhuma definição sobre o assunto. Esse tipo de decisão passa pela Polícia Civil”, explicou.