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Vereadores derrubam isenção de taxa de água e mostram oposição em ascensão em Monlevade

Plenário poderá ser ocupado por até 10 cidadãos durante as reuniões ordinárias - Foto: Reprodução/YouTube

A derrubada do projeto de Lei que tramita na Câmara de Monlevade há quase um ano, referente à taxa mínima de água, traz um quadro preocupante à prefeita Simone Carvalho Moreira (PTB): o aumento da oposição entre os vereadores. Isso porque era necessário que 10 dos 15 vereadores votassem favoráveis. Contudo, nove edis votaram pela aprovação do projeto, enquanto cinco foram contrários. O vereador Lelê do Fraga (DEM) apresentou atestado médico e não compareceu à sessão ordinária nesta quarta (6). No entanto, ele tem se mostrado integrante da oposição ao governo municipal.

O vereador Djalma Bastos já se manifestou contrário à isenção da taxa mínima de água, mas votou favorável – Foto: Cíntia Araújo/DeFato Online

Com a reprovação do projeto, é derrubada uma promessa de Governo de Simone, à época das eleições municipais, que é isentar de pagamento de contas de água quem consumisse a quantidade mínima determinada pelo Executivo. Além disso, mostra o novo quadro na Câmara, de menor força do governo. Guilherme Nasser (MDB) e Pastor Carlinhos (PL) reforçam em definitivo a oposição, em especial após mudarem de partidos. Os dois foram contrários, a exemplo de Belmar Diniz e Gentil Bicalho (ambos do PT) e Thiago Titó (PDT).

Foram favoráveis: Cláudio Cebolinha (DEM), Toninho Eletricista (PTB),  Tonhão (Cidadania), Fábio Lúcio (Cidadania), Sinval Jacinto Dias (PSDB), Revetrie Teixeira (MDB), Vanderlei Miranda (PL) e Leles Pontes (Republicanos). Djalma Bastos (PSD), surpreendentemente foi favorável, apesar de sempre ter discursado contrário à isenção da taxa mínima de água. Ele disse que votou favorável após tomar café com a prefeita e com o marido dela, Carlos Moreira.

Inconstitucionalidade

O projeto tramitava na Câmara desde o primeiro semestre de 2019. Isso porque os pareceres jurídicos da Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento Básico (Arisb-MG), e da Câmara Municipal são pela inconstitucionalidade. Ainda assim, a prefeita Simone insistiu na votação da proposta, que teve o parecer jurídico do Legislativo reprovado pelos próprios vereadores.

Pesquisa em rádio

O ex-prefeito e marido da prefeita, Carlos Moreira, tido como principal articulador político do grupo, tem um programa diário em uma emissora de rádio. Os próprios vereadores pediram que a assessoria de Comunicação da Câmara fizesse um release explicativo à imprensa, por temerem o uso do programa para denegrir a imagem dos que votaram contrários. A pesquisa do dia proposta por Carlos Moreira nesta quinta (7), é se os vereadores que votaram contrários estão certos ou errados.

 

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