Menos de 15 dias após ter se reunido com autoridades políticas de Itabira e cidades vizinhas para tratar da situação das barragens da Vale, a promotora Giuliana Talamoni Fonoff voltou a se encontrar com vereadores nesta terça-feira (5). Novamente a portas fechadas. De acordo com o presidente da Câmara, Heraldo Noronha Rodrigues (PTB), partiu dele o convite e a conversa serviu para acalmar os parlamentares.
O convite à promotora ocorreu após a sequência de discursos fortes direcionados ao presidente do Legislativo, na última quinta-feira (31/10), devido à postergação da audiência pública que tratará das barragens de mineração. Heraldo foi acusado até de estar evitando o ato por ser funcionário da mineradora, o que lhe causou indignação. Curioso que uma das reclamações dos parlamentares na semana passada era justamente de que a promotora havia tratado do assunto anteriormente em uma reunião a portas fechadas, sem a presença da comunidade e da imprensa, o que voltou a acontecer nesta terça, desta vez com a presença de todos os vereadores.
“Devido até a uns comentários que tiveram na reunião de comissões na semana passada, que eu não estava marcando a audiência pública porque sou funcionário da Vale, eu chamei a promotora para estar informando a eles a verdadeira situação e o que está sendo feito com as barragens”, comentou Heraldo, em entrevista à imprensa logo após a reunião ordinária da Câmara.
O presidente do Legislativo comentou ainda que a ida da representante do Ministério Público à Casa teve como intenção acalmar os ânimos dos vereadores. Heraldo defende que alguns colegas têm feito “palanque político” sobre a situação das barragens em Itabira e que não é hora de “passar desespero à comunidade”.
“É uma situação que exige serenidade e que seja explicado da forma certa, para que os itabiranos tirem o melhor proveito”, disse o vereador, que reafirmou a realização da audiência pública na primeira quinzena de dezembro. De acordo com ele, estarão presentes representantes da Vale, do Ministério Público e da Aecom, empresa de auditoria contratada após acordo entre a mineradora e a promotoria.
“As barragens estão em nível 1, que é um nível de estudo. É uma situação segura, mas em que tem que se ter certos cuidados. O que ela (promotora Giuliana Fonoff) nos passou nos deixou bastante tranquilo”, encerrou Heraldo.

