A Bielinha foi encontrada com fome e doente, proximo de um dos Campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na ocasião, vários estudantes se mobilizaram para ajuda-la a encontrar um novo lar e dar inicio ao tratamento da leishmaniose. Assim como agora, também fizeram uma vaquinha online pela cachorrinha, o que permitiu importar um tratamento.
“Nós adotamos a Bielinha em Março de 2019. Ela foi encontrada por pessoas que trabalhavam comigo e Inicialmente o combinado era que ela ficaria na minha casa, enquanto fizesse o tratamento”, comentou Larissa Moraes, estudante.
Após realizar o primeiro tratamento e receber aproximadamente 56 injeções, Bielinha mudou. Forte, saudável e bagunceira; a cachorra passou de nove para 17 kg. Porém, após alguns meses, os machucados reapareceram, ela apresentou quadro de anemia e ainda começou a mancar. A piora do quadro da Vira-lata se deu em março deste ano e os responsáveis tentaram, com indicação veterinária, contornar a situação com o uso de corticoide. Sem sucesso, os efeitos se intesificaram em abril. Período em que a pandemia já estava forte no país. “Com a atual realidade, era impossível importar a vacina anteriormente. Quando a Bielinha começou a piorar, os aeroportos já estavam fechados”, cometou Larissa.
Inicialmente foi estipulado o valor de R$ 3,500. Porém, boa parte do dinheiro já foi arrecadado e agora a meta é de R$ 1,500. Ainda, Larissa pontuou que falta pouco pra alcançar a meta. E caso ultrapassem o valor estabelecido, o dinheiro será doado para animais que estejam passando pela mesma situação de Bielinha.
A vakinha
Quem puder contribuir com a vaquinha da Bielinha, pode optar em doar pelo link (clique aqui).
Sobre a leishmaniose
A leishmaniose canina é uma infecção parasitária causada por protozoários que atacam o sistema imunológico do animal. Quando em contato com seu hospedeiro (nesse caso, o cachorro), o parasita do tipo Leishmania começa a atacar as células fagocitárias (os macrófagos – responsáveis por proteger o organismo de corpos estranhos). Ele se liga a essas células e começa a se multiplicar, atacando mais células. Nessa propagação, podem atingir órgãos como fígado, baço e medula óssea.
A leishmaniose visceral canina é uma doença que pode ser transmitida de animais para humanos e vice-versa, sendo o mosquito o vetor. É uma zoonose grave que pode levar ao óbito tanto o humano quanto o cachorro infectado. Por isso, essa enfermidade é uma questão de saúde pública que exige cuidado de todos no combate e prevenção.

