Site icon DeFato Online

Vorcaro definiu Wagner, Costa e Silveira como ala do governo Lula pró-compra do Master pelo BRB

Mensagens de Vorcaro indicariam grupo do governo de apoio a ações do Banco Master- Foto: Reprodução/Via Carta Capital

Segundo as investigações promovidas pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero e enviadas ao STF (Supremo Tribunal Federal), o ex-banqueiro Daniel Vorcaro apontou formalmente os três nomes como uma ala do governo federal favorável à comprado Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).

De acordo com as investigações publicadas pela imprensa em junho de 2026, a PF recuperou mensagens de texto de agosto de 2025 no aparelho celular do ex-banqueiro, que ao ser indagado em diálogo sobre quais membros do governo federal estariam dando respaldo político ao negócio com o BRB, Vorcaro respondeu textualmente: “Rui, ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, líder do governo no Senado e Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia.

Vorcaro apostava nessa forte articulação política de bastidores para que a operação passasse pelo crivo do Banco Central.

O mesmo relatório da Polícia Federal apontou que Vorcaro identificava divisões internas e não via o governo como um bloco unificado sobre o tema, mas enxergava resistência por parte do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, quem considerava um entrave por estar avaliando de forma criteriosa e técnica os altos riscos de prejuízo para o banco estatal envolvido na operação.

Os três políticos mencionados por Vorcaro nas conversas negaram categoricamente envolvimento nas irregularidades na negociação.

Jaques Wagner afirmou, por meio de nota oficial que não possui qualquer tipo de relação com Vorcaro e ressaltou que não pode ser responsabilizado por diálogos de terceiros dos quais não participou e que sua única atuação no Congresso sobre regras de crédito bancário foi para proteger consumidores e limitar juros.

Alexandre Silveira declarou publicamente que não tem conhecimento nem qualquer tipo de participação em tratativas comerciais relacionadas ao BRB, reforçando que a regulação do setor bancário faz parte do escopo de atuação do Ministério de Minas e Energia.

Rui Costa optou por não se manifestar oficialmente sobre o teor das mensagens divulgadas pela PF.

As mensagens foram utilizadas pelos investigadores como parte dos elementos para fundamentar pedidos de medidas cautelares no STF contra supostos operadores políticos do esquema. O caso segue em análise sob segredo de Justiça na Suprema Corte.

*Fonte: Estadão/Revista Oeste

Exit mobile version