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Zelensky e mais sete líderes europeus chegam aos EUA para encontro com Trump

Com o objetivo de dar sequência à reunião com Vladimir Putin, presidente da Rússia, na sexta-feira (15), na tentativa de dar fim à guerra com a Ucrânia, que já dura três anos e meio, o presidente Donald Trump recebe nesta segunda-feira (18), o presidente ucraniano, Volodymir Zelensky, às 14h15, horário de Brasília.

Zelensky será acompanhado por mais sete líderes europeus: os premiês da Itália, Giorgia Meloni, e do Reino Unido, Keir Starmer, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, os presidentes da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, da França, Emmanuel Macron, e da Finlândia, Alexander Stubb, e o secretário-geral da Organização do Tratado Atlântico Norte, (Otan), Mark Rutte.

A princípio, a reunião se dará entre Trump e Zelensky, com os líderes europeus se juntando à reunião uma hora depois.

Em sua rede, a social Truth, Trump disse. “É um dia importante na Casa Branca. Nunca recebi tantos líderes europeus ao mesmo tempo. É uma grande honra para mim recebê-los”.

Mas, em outra publicação, Trump jogou a responsabilidade do fim da guerra com a Rússia nas mãos de Zelensky. “Zelensky pode acabar a guerra contra a Rússia quase imediatamente, se assim desejar, ou pode continuar lutando. Não dá para recuperar a Crimeia em entrar na Otan. Algumas coisas nunca mudam”, arremata.

Zelensky escreveu na plataforma X. “Todos compartilhamos um forte desejo de colocar fim a essa guerra de modo rápido e confiável. A paz deve ser duradoura, e estou confiante que defenderemos a Ucrânia, garantiremos a segurança, e de que nosso povo será sempre grato a Trump e a todos os parceiros. Espero que nossa força conjunta com a América e nossos amigos europeus possa forçar a Rússia a uma verdadeira paz”.

Zelensky volta à Casa Branca seis meses após encontro desastroso com Trump, quando foi humilhado diante das câmeras de TV de todo o mundo.

Além de ter que reconhecer a perda de soberania da Crimeia, península tomada pela Rússia e anexada ao seu território em 2014, Zelensky terá que abrir mão da entrada do seu país para a Otan.

Putin exige também que Kiev ceda a totalidade das províncias de Donetsk e Lugansk, no chamado Donbass, além dos territórios já conquistados por Moscou nas regiões de Kherson e Zaporizhzhia, e, em troca, Putin aceita que os Estados Unidos e a Europa forneçam garantias de segurança à Ucrânia nos moldes do artigo 5 da Otan, cujo texto assegura que cada país membro que sofra um ataque, será um ataque contra o bloco.

O acordo garante essa segurança à Ucrânia, mesmo não sendo parte da aliança europeia.

*Fonte: Terra

 

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