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Zema sugere que próximo presidente seja do Sul ou Sudeste

Zema sugere a saída do Brics- Foto: Arquivo - Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O governador mineiro, Romeu Zema (Novo), disse ontem (3), em Curitiba, que defende um nome do Sul ou do Sudeste para a próxima presidência da República. Para Zema, “essas regiões  representam muito na economia do país e precisam ter mais força política”. A fala de Zema com a imprensa se deu após uma palestra que fez a empresários e correligionários do seu partido na Associação Comercial do Paraná (ACP).

Eu tenho dito que nós, governadores do Sul e Sudeste temos trabalhado unidos e representamos 55% dos brasileiros, e se possível, vamos nos unir em torno de um nome para 2026. Temos condições de levar adiante um bom projeto para o Brasil. Somos os estados que talvez mais representem um Brasil que está desenvolvendo mais, então precisamos mais força política”.

Na sequência da palestra, Zema se encontrou com o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD). Questionado se ele poderia vir a ser candidato a presidente, Zema disse preferir apoiar outro candidato, e que a direita tem várias opções, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o próprio Ratinho Júnior, do Paraná.

“Eu vou contribuir muito mais apoiando do que sendo um candidato”, mas ponderou que 2026 ainda está muito longe. “Na política tudo muda muito rápido. Eu falo que política é uma correnteza e, por melhor que você nade, você vai depender da correnteza. É imprevisível”, afirmou.

Sobre a recente decisão do STE que deixou Bolsonaro inelegível, ele disse que lamentava, mas que acata. Decisão judicial eu acato. Não discuto, é algo para ser obedecido”. Prossegue: “Mesmo sem poder ser candidato, sua relevância está aí. O Brasil precisa hoje de um estado menos pesado, que atrapalhe menos quem quer trabalhar. Termos hoje uma parte considerável de políticos e da população que tem essa mesma visão”.

A pauta do encontro entre os dois governadores foi para tratar de assuntos relacionados à proposta de reforma tributária em andamento na Câmara. Zema garantiu que vai estar presente hoje (4), em Brasília, “com nossas bancadas federais”, aleertando sobre alguns graves problemas que a reforma tributária pode trazer para nossos estados”. O governador mineiro disse ainda que a reforma é fundamental, mas que a proposta que está sendo desenhada em Brasília fere o pacto federativo, acreditando que Estados e municípios podem perder renda e autonomia.

“Eu não quero, amanhã, como governador de Minas, ter que ir a Brasília pleitear recursos que hoje caem no meu caixa naturalmente”.

O trecho do texto da proposta que recebe críticas de Zema, tem relação com o conselho tributário, no qual cada estado tem um voto. “Estados do Sul e Sudeste têm somente 7 votos, num conselho de 27, mas representamos mais da metade dos brasileiros. “Não queremos ser prejudicados com aprovação de regulação que tornem as nossas economias menos competitivas”.

Outro ponto que Zema questiona trata-se dos “fundos regionais de desenvolvimento: “Há previsão de fundos para todas as regiões, exceto para o Sul e o Sudeste. Aqui nós temos bolsões de pobreza. Então me parece que está havendo discriminação com a nossa região”.

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