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Zoológico de Belo Horizonte perde camelo fêmea e tem chegada de mais animais

camelo do zoológico de Belo Horizonte

Camelo Nataline. (Foto: Daniel Alves/Divulgação PBH)

A Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica comunicou nesta quinta-feira (1º) a morte de Nataline, camelo fêmea, que vivia no Zoológico de Belo Horizonte há seis anos. Apesar da perda, a Fundação anunciou a chegada de quatro espécies, sendo dois machos de jacaré-coroa e um macho de jacaretinga, um macho de ouriço-cacheiro, além de cervo do pantanal.

A camelo fêmea nasceu em 2013 e estava há mais de 30 dias em tratamento médico-veterinário de uma linfadenite, infecção do sistema linfático, doença grave em camelídeos. Segundo a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica, o animal estava sob a intensa supervisão da equipe de Médicos Veterinários, Biólogos e Tratadores de Animais do Zoo, que contaram também com o apoio de professores e pesquisadores especialistas em ruminamentes da Universidade Federal de Minas Gerais, a convite da Fundação.

“Infelizmente Nataline não reagiu às diferentes intervenções terapêuticas dos tratamentos ofertados e faleceu. O exame de necropsia, indicou preliminarmente que a morte foi causada por insuficiência respiratória e edema pulmonar, em decorrência do processo infeccioso. O laudo definitivo será emitido em um prazo de até 30 dias após a realização de exames laboratoriais”, comunicou a Fundação. O corpo de Nataline será encaminhado ao Museu de História Natural da PUC Minas.

Chegada de animais no Zoo

Apesar da perda da camelo fêmea, o Zoológico de Belo Horizonte conta agora com novos moradores. No dia 10 de agosto, nasceu uma fêmea de cervo do pantanal, espécie brasileira classificada como vulnerável na lista de espécies ameaçadas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O Zoo também recebeu novas espécies frutos do trabalho de reabilitação de animais resgatados.

Filhote de cervo do pantanal. (Foto: Juan Espanha/Divulgação)

Alguns desses animais, por não apresentarem mais condições de sobrevivência no ambiente natural, acabam ficando de forma permanente no Zoo. Foi desta forma que, recentemente, chegaram ao Zoológico de Belo Horizonte animais de três espécies, sendo dois machos de jacaré-coroa e um macho de jacaretinga, além de um macho de ouriço-cacheiro. Todos estavam sendo cuidados em residências e foram entregues voluntariamente, aos Centros de Triagem de Animais Silvestres do IBAMA, em Belo Horizonte e Divinópolis, que os direcionaram ao Zoo de BH para a guarda permanente.

O jacaré-coroa e o jacaretinga são espécies da Amazônia. Apesar de serem categorizadas como Menos Preocupante (LC) sob o risco de extinção, ainda sofrem ameaças como a fragmentação e destruição de seus habitats, a caça e o comércio ilegal. Os três animais, após todos os cuidados e período de quarentena, foram transferidos e estão em adaptação nos recintos, e podem ser vistos pelos visitantes.

Também foi recebida – via IBAMA – uma espécie muito procurada pelos visitantes, a cascavel. A fêmea encontra-se ainda em quarentena. A serpente peçonhenta, que atinge 1,5 m de comprimento, tem hábitos noturnos e crepusculares. Possui um chocalho no final da cauda e a cada muda de pele, forma-se um novo anel no chocalho. É encontrada em campos e regiões secas do Cerrado e também do México à Argentina. A espécie é encontrada no território nacional sem grandes ameaças diretas, categorizada como Menos Preocupante (LC).

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