O Jardim Zoológico de Belo Horizonte encerrou 2025 com o registro de ao menos 14 nascimentos de animais, entre mamíferos e aves, incluindo espécies ameaçadas de extinção e outras afetadas pela perda de habitat e pelo tráfico de fauna. O número reúne filhotes nascidos ao longo do ano e marca uma ampliação do plantel em relação a balanços anteriores divulgados pela instituição.
Entre os mamíferos, nasceram um cervo-do-pantanal, um veado-catingueiro, um filhote de mico-leão-preto e quatro saguis-da-serra-escuro. No grupo das aves, foram registrados uma arara-azul-grande, três araras-canindé e uma arara-vermelha, além de outros filhotes nascidos nos anos recentes e que seguem em acompanhamento.
O cervo-do-pantanal é considerado vulnerável em listas nacionais e internacionais e, em Minas Gerais, figura na categoria de risco mais elevado. Com o nascimento registrado em 2025, o zoológico passa a abrigar três filhotes da espécie nascidos desde 2023, além do casal reprodutor. A espécie tem distribuição cada vez mais fragmentada no país, com maior concentração no Pantanal.
Já o sagui-da-serra-escuro, endêmico da Mata Atlântica e ameaçado de extinção, teve quatro filhotes registrados entre 2024 e 2025, dois deles no último trimestre do ano. A espécie depende de ambientes florestais preservados e sofre impacto direto da degradação do bioma.
O mico-leão-preto, também incluído em planos de conservação, teve um filhote nascido em outubro. O animal segue sob monitoramento junto aos pais e ainda não teve o sexo identificado. A espécie enfrenta redução de habitat e isolamento populacional em áreas do Sudeste.
Entre as aves, os nascimentos chamam atenção pela ligação com ações de manejo de animais resgatados do tráfico. Parte das araras-canindé nasceu após a formação de novos casais no plantel. No caso da arara-azul-grande, o zoológico contabiliza quatro filhotes reproduzidos sob cuidados humanos nos últimos anos, sendo três deles entre 2023 e 2024, além do nascimento mais recente.
Os filhotes passam por acompanhamento veterinário e técnico e, em alguns casos, podem integrar projetos de soltura, após avaliação genética e sanitária. A identificação genética é apontada como etapa necessária para definir a origem dos animais e evitar a mistura de populações distintas em eventuais reintroduções.
O último balanço amplo divulgado pela administração municipal, em 2022, indicava que o Zoológico de BH mantinha mais de 3,5 mil animais de cerca de 240 espécies. Com os nascimentos recentes, o plantel segue em crescimento controlado, concentrado sobretudo em espécies incluídas em programas de manejo e conservação.
O zoológico, inaugurado em 1959, participa atualmente de 25 Planos de Ação Nacional para Conservação de Espécies Ameaçadas, além de programas de reprodução coordenados em parceria com outras instituições brasileiras e estrangeiras.
*Com informações da PBH.

