Zoológico de BH será alvo de visita técnica nesta quinta (27) após mortes de animais
Parlamentares querem apurar condições de manejo, estrutura veterinária e políticas de bem-estar após mais de 270 óbitos registrados em cinco anos
A primeira visita técnica ao Zoológico de Belo Horizonte acontece nesta quinta-feira (27), a partir das 11h30, realizada pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa dos Animais e Política Urbana da Câmara Municipal. O objetivo é investigar as condições de manejo, atendimento veterinário e infraestrutura do equipamento, após a morte recente da leoa-branca Pretória e da chimpanzé Kelly, recém-chegadas ao local.
As perdas renovaram a cobrança sobre a qualidade da gestão da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB) e sobre os números que apontam mais de 270 animais mortos nos últimos cinco anos, segundo dados divulgados pela imprensa e questionados oficialmente pelos vereadores.
O que será verificado na visita técnica desta quinta (27)
Segundo os requerimentos aprovados pelos parlamentares, os principais pontos que serão analisados no local incluem:
Condições de manejo diário
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rotinas de alimentação, hidratação e higienização;
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registro de procedimentos e monitoramento de cada espécie;
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qualidade dos recintos, sombreamento, isolamento, ventilação e enriquecimento ambiental.
Estrutura veterinária
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funcionamento do Centro Veterinário;
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prontuários, protocolos de emergência e acompanhamento clínico;
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escala e presença de veterinários e tratadores;
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disponibilidade de equipamentos, exames e insumos.
Normas de bem-estar e segurança
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cumprimento das diretrizes técnicas do Sistema Nacional de Fauna;
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protocolos da FPMZB para animais recém-chegados e quarentena;
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medidas adotadas após os recentes óbitos.
Gestão, orçamento e planejamento
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capacidade financeira do zoológico;
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manutenção das instalações;
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contratos, terceirizações e defasagem de pessoal.
A vistoria terá a presença de gestores da Fundação de Parques Municipais, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Subsecretaria de Bem-Estar Animal e Administração Regional Pampulha.
O que a Prefeitura já respondeu publicamente
Nos últimos dias, a FPMZB e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente divulgaram notas e dados institucionais sobre as mortes dos animais. Entre as informações já tornadas públicas:
Sobre a leoa Pretória
A Fundação afirmou que Pretória passou por acompanhamento veterinário intensivo assim que apresentou sinais de falta de apetite. Exames laboratoriais indicaram complicações metabólicas e hepáticas, levando a uma piora rápida do quadro clínico. A FPMZB garantiu que colabora com todas as apurações.
Sobre a chimpanzé Kelly
A FPMZB comunicou que Kelly apresentou um episódio súbito de insuficiência respiratória. Houve tentativa de estabilização, mas o animal não resistiu. A instituição afirma que o caso foi “inesperado” e será detalhado nos relatórios solicitados pela Câmara.
Sobre o total de mortes
O órgão declarou que grande parte dos animais sob custódia é composta por fauna resgatada, idosa ou vítima de maus-tratos, o que aumenta a taxa de mortalidade natural. A Fundação afirmou que os dados completos estão sendo organizados para envio oficial à Câmara.
Sobre a onça-pintada Maya
Em nota , o Zoológico informou que Maya está viva, sob acompanhamento diário e com monitoramento comportamental regular. A instituição negou qualquer registro de morte do animal.
O que os vereadores querem saber
Os pedidos de informação aprovados exigem que a Prefeitura, a FPMZB e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente entreguem, em até 30 dias:
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lista completa de mortes dos últimos 24 meses, com espécie, data e causa;
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número de veterinários, tratadores e técnicos, incluindo carga horária;
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existência de supervisão veterinária permanente;
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medidas adotadas para reduzir a mortalidade animal;
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previsão de modernização estrutural dos recintos;
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eventual revisão do modelo atual do Zoológico, priorizando bem-estar e conservação;
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dados sobre orçamento, manutenções e auditorias regulares.
O que pode mudar após a vistoria
Com base no que for constatado nesta quinta (27) e na segunda vistoria marcada para 11 de dezembro, os parlamentares avaliam:
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propor auditoria independente ou intervenção administrativa;
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recomendar reforço no orçamento do Centro Veterinário;
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exigir contratação de novos profissionais;
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atualizar protocolos de manejo e quarentena;
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apontar eventuais falhas estruturais ou de gestão;
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revisar o modelo de funcionamento do Zoológico, ampliando ações de educação ambiental e reabilitação de animais.
Resumo final: o que os parlamentares vão buscar e como pretendem resolver
Ao longo das duas visitas técnicas, os vereadores querem respostas para:
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por que os óbitos ocorreram;
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como funciona o manejo e o atendimento diário dos animais;
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se há equipe e estrutura suficientes;
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quais são os protocolos adotados para recém-chegados;
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qual é a real taxa de mortalidade no zoológico;
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como o Município monitora e fiscaliza o equipamento.
Dependendo das constatações, podem ser encaminhadas:
➡ recomendações formais,
➡ mudanças administrativas,
➡ reforço no orçamento,
➡ contratações,
➡ auditorias, e
➡ atualizações dos protocolos de bem-estar animal.




