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16 bebês da UTI neonatal do Hospital das Clínicas são transferidos após registro de piolhos de pombo

16 bebês da UTI Neonatal do Hospital das Clínicas são transferidos após registro de piolhos de pombo

Foto: Acervo/Gov

Um total de 16 bebês internados na unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal do Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, foram transferidos na noite de domingo (24) para outras unidades de saúde da capital. A medida foi tomada após a identificação da presença de piolhos de pombos no espaço hospitalar.

Segundo nota oficial do HC, nenhum dos recém-nascidos foi afetado pela situação, e a transferência ocorreu de forma preventiva, visando garantir maior segurança aos pacientes e permitir a intensificação das ações de limpeza e dedetização no local.

De acordo com o hospital, todos os bebês foram realocados para unidades de referência em Belo Horizonte, com acompanhamento médico e suporte necessário. “Não houve impacto clínico para os pacientes. A decisão foi tomada de maneira cautelosa, para que possamos realizar os protocolos de higienização com a máxima segurança”, informou a direção.

A infestação por piolhos de pombo, também chamados de ácaros, é considerada um risco em ambientes hospitalares, já que pode causar reações alérgicas em pessoas com maior sensibilidade. A situação é monitorada por equipes de vigilância sanitária, que acompanham a adoção das medidas corretivas.

O Hospital das Clínicas destacou ainda que reforçou as barreiras de prevenção e ampliou a limpeza em setores próximos. “Estamos atuando para eliminar completamente o problema e garantir o retorno seguro da assistência na UTI neonatal o mais breve possível”, afirmou a instituição.

A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte confirmou que foi comunicada do ocorrido e acompanha os desdobramentos. O retorno dos bebês ao Hospital das Clínicas dependerá da conclusão da higienização e da avaliação das equipes técnicas.

O que são os piolhos de pombo?

Apesar do nome, os chamados “piolhos de pombo” não são piolhos, mas sim ácaros parasitas que vivem nas penas e ninhos dessas aves. Quando os pombos se afastam, esses ácaros podem migrar em busca de outros hospedeiros, inclusive seres humanos.

Em pessoas saudáveis, a exposição geralmente causa coceira, irritação na pele e reações alérgicas leves. No entanto, em ambientes hospitalares, onde há pacientes com baixa imunidade — como recém-nascidos em UTIs —, a presença desses parasitas exige atenção redobrada.

A principal forma de prevenção é o controle populacional de pombos, a vedação de frestas que possam servir de abrigo e a realização de dedetizações em áreas afetadas.

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