Estimular o ambiente de inovação é uma das missões da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) em Itabira. Tida como principal alternativa para impulsionar a diversificação econômica do município, a instituição dará um importante passo neste sentido ainda em 2019. Nos próximos dias deverá ser anunciada a licitação para a construção da pré-incubadora do campus itabirano, espaço que dará condições para o fortalecimento de empresas.
A pré-incubadora será em uma área do primeiro prédio do campus itabirano. O investimento na reforma do local será da Prefeitura, que em troca receberá os projetos arquitetônico e executivo do Parque Científico Tecnológico de Itajubá para replicá-lo em Itabira. A tendência, segundo o vice-reitor da instituição, Marcel Parentoni, é de as obras comecem até dezembro.
“A montagem dos espaços destinados à pré-incubação é algo que nós já estamos fazendo. Está em fase final de projeto e a reforma deve começar daqui a um a dois meses, com previsão de duração de quatro meses. Então, acredito que até março ou abril de 2020 a gente já inaugure esses espaços”, comentou o vice-reitor, em entrevista a DeFato Online.
Ainda segundo Parentoni, com a construção dos três próximos prédios da Unifei Itabira, prevista para ser concluída em 2023, todo o prédio 1 do campus, hoje destinado a salas de aulas e laboratórios, será dedicado à incubação de empresas, montagem de coworkings e do Fab-Lab, todos ambientes para prática do empreendedorismo. O passo seguinte seria a construção do Parque Científico Tecnológico, projeto mais robusto e mais caro, que ainda depende de verba para sair do papel.
Exemplos a seguir
Durante o Fórum Itabira Sustentável, encerrado nesta quarta-feira (23), autoridades locais puderam conhecer de perto exemplos bem sucedidos de estímulo à inovação e ao empreendedorismo. Foram mostrados cases de Santa Rita do Sapucaí e da própria Itajubá, municípios que mudaram suas economias com base em investimentos em educação de matrizes tecnológicas.
Santa Rita do Sapucaí tem 40 mil habitantes e um arranjo produtivo local com 153 indústrias voltadas principalmente para a tecnologia eletroeletrônica que empregam 14,7 mil pessoas. Já Itajubá, somente na incubadora da Unifei, possui 35 empresas incubadas e outras 45 graduadas, com 800 empregos gerados e R$ 80 milhões de faturamento por ano. Essas firmas já lançaram 170 produtos e alcançaram 20 patentes.
“Temos em Itabira a possibilidade de queimar etapas e fazer com que esse ambiente de estímulo à inovação seja acelerado. Há exemplos a serem seguidos e pessoas muito capacitadas que podem ajudar o município nessa missão”, disse o pró-reitor de Extensão da Unifei, professor Edson de Oliveira Pamplona.
Ecossistema
O professor Edson Pamplona é também presidente do Conselho da INOVAI, associação que administra todo ecossistema de empreendedorismo de Itajubá, incluindo desde as ações mais simples às mais complexas, como gerenciamento do Parque Científico Tecnológico.
Esse mesmo sistema de administração será replicado em Itabira, com uma associação que deverá ser montada também em 2019, segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, José Don Carlos. “Reuniremos os atores envolvidos, chamaremos a comunidade para a discussão e até dezembros já deveremos ter constituída a nossa associação”, comentou o representante do governo.

