Itabira prepara a implantação da 1ª Fase de Parque Científico Tecnológico para este ano
A implantação do Parque Científico Tecnológico em Itabira há muito tempo vem sendo vislumbrada como uma alternativa para o desenvolvimento do município, principalmente com a data já marcada para o fim da exploração de minério: 2028. O projeto sempre esteve atrelado ao campus de Itabira da Unifei (Universidade Federal de Itajubá), celeiro de conhecimento e […]

A implantação do Parque Científico Tecnológico em Itabira há muito tempo vem sendo vislumbrada como uma alternativa para o desenvolvimento do município, principalmente com a data já marcada para o fim da exploração de minério: 2028. O projeto sempre esteve atrelado ao campus de Itabira da Unifei (Universidade Federal de Itajubá), celeiro de conhecimento e mão de obra qualificada.
O custo orçado para a implantação do Parque Científico é de R$ 80 milhões e, conseguir o recurso, sempre foi o principal desafio. Agora, no entanto, 11 anos após a inauguração do campus em Itabira, a Prefeitura do município e a Unifei planejam dar vida a mais este filho, mesmo que embrionário. Com o investimento de cerca R$ 1 milhão, o projeto é implantar neste ano a 1ª Fase do Parque Científico Tecnológico de Itabira.
A decisão foi tomada após várias conversas e a certeza de que é mais fácil conseguir investidores para um plano em execução do que para um projeto no papel. Além disso, há o entendimento de que já existe um modelo em funcionamento em Itajubá para ser seguido, em vez de iniciar um projeto do zero em Itabira. Como o contrato ainda não foi oficializado, a Prefeitura de Itabira preferiu não se manifestar.
Modelo de gestão de Itajubá
Há dois anos, o Parque Científico Tecnológico de Itajubá é gerido pela INOVAi. Trata-se de uma associação criada em 2017, por um consenso entre entidades do governo federal, estadual e municipal, bem como entidades de classe dos setores da indústria, do comércio e instituições de ensino. A proposta é que esse modelo seja adotado em Itabira.
O Parque Científico Tecnológico itabirano está previsto para funcionar, inicialmente, em uma área do campus para facilitar a proximidade com a mão de obra e a utilização dos laboratórios, que possuem equipamentos de ponta, com R$ 40 milhões investidos. Esse dinheiro foi uma contrapartida da Vale, na época da criação do campus de Itabira.
Agora, para esta nova fase de expansão e também para a implantação do Parque Científico Tecnológico, o objetivo é buscar novamente a participação da mineradora. As conversas já ocorreram, mas foram interrompidas pelo rompimento da barragem em Brumadinho, em janeiro, mas a empresa será procurada novamente.
Investidores chineses
A Prefeitura de Itabira é quem está à frente de busca de recursos para a implantação do Parque Científico Tecnológico. Uma das possibilidades é a parceria com junto a investidores chineses. No final do ano passado, o prefeito e uma comitiva estiveram em solo asiático para conhecer possíveis parceiros.
As negociações estão em andamento e a expectativa é que investidores chineses venham a Itabira em breve. Caso essa parceria dê certo, a intenção é que haja recurso não apenas para implantar o Parque por completo, mas também um aeroporto industrial e a conclusão do campus.




